26.4.18

25 DE ABRIL, IMPRENSA, ESPIRITISMO E DEUS



 25 de Abril de 1974. Há 44 anos, alguns Capitães das Forças Armadas devolveram a liberdade ao povo português, derrubando a ditadura que vinha do tempo de Salazar. 44 anos depois, nós, seres sociais, confundimos liberdade com libertinagem, os valores perderam valor e, ainda não houve 25 de Abril para o movimento espírita português.

Neste dia (25 de Abril) em que se comemora a revolução dos cravos, 44 anos depois, o Estado Português ainda não devolveu os bens da Federação Espírita Portuguesa (FEP), a sua sede, o antigo Teatro Laura Alves, edifícios, contas na CGD, etc, confiscados e entregues à Casa Pia pelo Estado Novo.
A Maçonaria viu ser-lhe feita justiça, outros movimentos impopulares para a ditadura viram a restituição dos seus haveres e direitos, mas, aos espíritas não foi feita justiça, e o Estado, apesar de uma acção interposta nesse sentido, não reconheceu a actual FEP como sendo a continuidade da anterior, clandestinizada!!!
Graças a Deus, hoje em dia não é assim, pensam muitas pessoas! Ledo engano!
44 anos depois, os espíritas continuam a ser perseguidos, mais ou menos discretamente, continuam a ser preteridos pelas suas convicções existenciais, e a ser discriminados socialmente pelos “media”.

Vejamos um caso simples…
Caldas da Rainha, Portugal.
Terra de espíritas desde 1920 / 30, onde existiam 2 centros espíritas.
Actualmente tem 3 centros espíritas.
Há 14 anos que um dos grupos espíritas organiza um evento internacional, anual (as Jornadas de Cultura Espírita do Oeste), que traz até Caldas da Rainha pesquisadores, cientistas, médicos, professores, etc., para analisarem as dificuldades sociais, sem proselitismo, em busca de novos horizontes pessoais e sociais.
Há 14 anos que a organização envia convites e “press releases” para os “media” ao nível local, regional e nacional.
Há 14 anos que estes eventos de grande nível cultural, NUNCA tiveram a visita de um órgão de comunicação social local, regional, nacional…
Provavelmente porque não houve escândalos, não se matou ninguém, não se roubou.

Estimular a paz, contribuir para uma sociedade melhor,
apresentar evidências científicas da imortalidade do Espírito,
auxiliar desinteressada e gratuitamente o próximo,
para os “media” portugueses… não é notícia!!!

A Doutrina Espírita (ou Espiritismo) não é mais uma religião ou seita, e nada tem a ver com bruxarias, magias, superstições.
É uma doutrina filosófica de consequências morais.
É ciência de observação, filosofia e moral.
É o maior preservativo contra o suicídio.
Defende a Vida, a igualdade de direitos, e apresenta um código moral que aponta para uma simbiose entre as leis dos Homens e as Leis de Deus, universais e imortais, as leis naturais (leia-se “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec).

25 de Abril de 1974.
Dia da liberdade… foi muito bom para os espíritas, pois outrora eram mais perseguidos do que actualmente. Hoje, possuem o direito de associação, como os demais, o que já configura um avanço social…
Mas a verdadeira liberdade vai mais longe, e é por essa que o Espiritismo pugna.
Allan Kardec questiona os Espíritos superiores na questão 795 de “O Livro dos Espíritos”: 

“Qual a causa da instabilidade das leis Humanas?
R – Nos tempos de barbárie são os mais fortes que fazem as leis, e fazem-nas em seu favor. Há necessidade de modificá-las à medida que os Homens vão compreendendo melhor a justiça. As leis humanas são mais estáveis à medida que se aproximam da verdadeira justiça, quer dizer, à medida que são feitas para todos e se identificam com a lei natural.”

Os espíritas pugnam pela justiça, liberdade de expressão, igualdade de direitos e deveres, quer pessoais quer sociais, e vai continuar a ser esse parceiro social, ora discreto, ora mais interventivo, por uma sociedade plural, mais justa, fraterna e pacificada.
O Espiritismo tem como lema “Fora da caridade não há salvação”, isto é, só sendo caridosos connosco e com os outros, ao nível dos pensamentos, dos sentimentos, das atitudes, é que o ser humano se espiritualiza mais depressa, evoluindo intelectual e moralmente mais rapidamente, e mais depressa se aproximando de Deus.


25 de Abril de 2018

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