18.10.17

Incêndios florestais: uma visão espírita...


80% do pinhal de Leiria, mandado plantar pelo Rei
D. Afonso III (1248-1279), foi queimado
pelos incêndios de Outubro de 2017
O Espiritismo (ou Doutrina Espírita), não é mais uma religião nem uma seita. É ciência de observação, filosofia e moral. Demonstra experimentalmente, a imortalidade do Espírito, a reencarnação e a Lei de Causa e Efeito. Uma porta aberta para um futuro social, muito melhor…  

Portugal estertora, após uma das maiores catástrofes das últimas décadas: os incêndios florestais, que mataram mais de 100 pessoas em apenas dois episódios.
A quem interessa que existam estes incêndios?
A muita gente, a grupos organizados, cada um com os seus objectivos diferenciados, todos eles radicados no egoísmo, no lucro fácil e a qualquer custo, sem qualquer noção de sociedade e de humanismo.
As leis dos homens são frágeis, parecendo muitas vezes serem mal feitas, com lacunas, propositadamente, a fim de ilibar, à posteriori, os amigos de quem faz as referidas Leis.
Os governantes, os responsáveis institucionais, a banca, os partidos políticos, perderam a noção do colectivo, da sua verdadeira essência, que é estar ao serviço de um povo, de uma nação, fortalecendo um Estado.
Os objectivos pessoais e de grupo, sobrepõem-se aos objectivos nacionais, olha-se para o futuro a curto prazo, procura-se o maior lucro no mínimo espaço de tempo, dilapida-se tudo e todos, numa destruição interior e social tão voraz como a dos incêndios que assolaram Portugal.
Allan Kardec, o compilador da Doutrina Espírita, em meados do século XIX, na sequência das inúmeras comunicações espíritas, um pouco por todo o mundo, lança os alicerces de um mundo novo, com o lançamento da monumental obra “O Livro dos Espíritos”, em 18 de Abril de 1857.
Aqui, ele questiona mais de mil vezes a espiritualidade superior e, esta responde com uma assertividade que se mantém actual, 160 anos depois.

À questão 791, “Apurar-se-á algum dia a civilização, de modo a fazer que desapareçam os males que haja produzido?” os Espíritos respondem: 
Sim, quando o moral estiver tão desenvolvido quanto a inteligência. O fruto não pode surgir antes da flor.”

Na pergunta 793, “Por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa?” a resposta é certeira:
Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral… Até então, sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização.”

No item 799, questiona: “De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?”
A resposta obejctiva vem: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz com que os homens compreendam onde se encontram os seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro. Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos.”

Se eles soubessem que são imortais, que a reencarnação existe, que colherão os frutos amargos dos seus actos, não ateariam os fogos.
Urge divulgar a espiritualidade e a imortalidade…

Identificadas as causas, que radicam no desconhecimento do ser humano como ser espiritual, somente com o desenvolvimento e evolução moral do Homem, a sociedade se humaniza, se fortalece na solidariedade, no trabalho, na fraternidade.
Não adianta dizer “não acredito” na imortalidade, na reencarnação, na Lei de Causalidade.
Quer queiramos quer não, a Lei Natural é irrevogável, por ser divina e, relembrando Galileu Galilei, “no entanto… somos imortais, reencarnaremos e, colheremos o fruto do que houvermos semeado no nosso íntimo, ao longo do tempo”.

Os que partiram como vítimas da incúria humana, resgataram aflições trazidas de outras reencarnações, adentrando-se agora felizes, no mundo espiritual, libertos dos problemas de consciência de outrora.
Os outros, os algozes, os responsáveis directos e / ou indirectos, terão de reparar os lamentáveis crimes, seja nesta vida, no mundo espiritual ou em dolorosas expiações, em reencarnação futura.
Recordando Jesus de Nazaré, “a cada um de acordo com as suas obras.”
Tenhamos, pois, a coragem de prosseguir servindo e amando, sem nos deixarmos enlear nos engodos imediatistas e torturantes que a sociedade actual nos oferece.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.


17 de Outubro de 2017


12 comentários:

merlaniopoeta.blogspot.com disse...

Muito instrutivo, Lucas.

Parabéns amigo.
Abração
m
Merlanio Maia

namasté disse...

Só é pena que as pessoas gastem mais tempo apontando dedos do que dando as mãos. Só é pena que ainda estejamos com a atenção mais voltada para fora em vez de nos voltarmos para dentro e com isso nos tornarmos melhores! Cumprimentos e ótima visão

Anónimo disse...

1ªParte
O motivo da minha reflexão, é acerca do artigo que José Lucas publicou na sua página pessoal, intitulado “Incêndios Florestais: uma visão espírita…”, e que suscita questões pertinentes. Artigo este, igualmente partilhado no Facebook, dando origem aos mais variados comentários muito pouco substantivos e criteriosos, sobretudo quando se espera dos espíritas algum grau de responsabilidade critica e de acuidade doutrinária.
Não vou tecer considerandos acerca desses comentários, porque simplesmente são meras opiniões. Valem o que valem, sobretudo porque não se pode atribuir qualquer critério analítico e apreciativo. Se me apresentassem o texto numa prova cega, rapidamente chegaria ao seu autor. Conhecedor dos escritos do articulista no Jornal das Caldas on-line, sigo atentamente as palestras publicadas no Youtube, assim como o seu Blogue “Artigos Espíritas”, que na verdade muito pouco dignifica os princípios da Doutrina Espírita. É sobretudo uma página que envergonharia por exemplo Allan Kardec, ou mereceria no mínimo um reparo analítico na Revista Espírita. De facto, o seu texto é inconfundível, sempre a mesma matriz crítica e desafogada, não medindo as palavras, como se elas fossem oferecidas a metro. A sua prosa, é martelada, está sempre a bater nos mesmos adjectivos, predicados e substantivos. Quem assiste às suas oratórias dá a impressão do seu poder eloquente de quem é convencido do seu saber. Na generalidade os menos atentos e com sentido crítico, aceitam o que ele diz, mas de facto as suas palavras não são sentidas, cheiram a egoísmo e a presunção. Basta investir um pouco de tempo para analisar a maioria das palestras (repetitivas em conteúdo), para chegar a essa conclusão. Não são fluídicas, simplesmente porque não são sentidas. A gente só acredita até onde quer e/ou é desejável. Sobretudo quando são levantadas e afirmadas questões contrárias aos princípios emanados dos postulados da Doutrina Espírita. Não precisaria de pesquisar muito para me lembrar e reportar ao tempo de Jesus em que ele refere os mestres da lei e os fariseus, se assentavam na cadeira de Moisés. Mas Jesus exorta a multidão para que obedeçam e façam tudo os que esses mestres fazem, mas que não pratiquem o que pregam. De facto esta passagem gravada na memória dos tempos, perdura até hoje e nada pior para a Doutrina Espírita do que os próprios espíritas que infantilmente ainda não absorveram o paradigma da Doutrina. Deus quer que os homens sejam justos e honestos, sem hipocrisia. O hipócrita dissimula as suas falhas para parecer santidade, e com essa atitude abre caminho à injustiça. Tem como característica patológica julgar os erros dos outros, mas ignora os seus. Quantas vezes dizemos que entregamos tudo ao Criador, quando na realidade não nos submetemos a Ele. Mas Deus sempre perdoa quem se arrepende de sua hipocrisia.

segue 2ºParte

Anónimo disse...

2ªParte
Quando se ouvem pessoas honestas e de bem com a vida, sente-se a vibração de autenticidade. Mas essa não existe nos seus escritos e oratórias. Apesar dos erros podemos afirmar que estamos em aprendizado. É verdade, é um facto. Mas a nossa responsabilidade vai aumentando quando trabalhadores da seara, ao saímos de dentro da casa espírita, escrevemos ou divulgamos coisas sobre a Doutrina Espírita e misturamos personalismo, vaidades e por aí fora. Temos que ter em conta aquilo que se diz, e o impacto que pode ter nas pessoas que ouvem, que lêem, e que porventura podem ser atraídas a um centro espírita e depois nada daquilo é o que pensavam. Os Espíritas não se podem intitular senhores da verdade, mas tem que ser simples a “divulgar” a palavra do Cristo, sobretudo pelo exemplo nobre de conduta. Tem que ter moral para as divulgar.
Mas voltando ao citado artigo, o que me fez deter e partilhar o meu sentido de pertinência e até de desconforto, foi o seguinte trecho: “Os que partiram como vítimas da incúria humana, resgataram aflições trazidas de outras reencarnações, adentrando-se agora felizes, no mundo espiritual, libertos dos problemas de consciência de outrora.
Os outros, os algozes, os responsáveis directos e / ou indirectos, terão de reparar os lamentáveis crimes, seja nesta vida, no mundo espiritual ou em dolorosas expiações, em reencarnação futura”.
Considero-me um simples, um curioso no estudo da Doutrina Espírita, gosto dos seus postulados. Por serem exigentes, requerem demorada atenção através do estudo, pesquisa, análise, sobretudo num grupo credível e responsável. Ao ler o trecho atrás citado, parei no tempo. Li e reli várias vezes. Sondei alguns amigos espíritas da Casa Espírita que frequento, sobre a questão exposta, e tiveram o mesmo tipo de estupefacção. Não sei se devo classificar a prosa de feliz ou infeliz, talvez moribunda. Depende do ponto de vista de quem a lê, que se esbarra sempre nos conhecimentos adquiridos. A mim esbarrou. Obrigou-me a reflectir, mas que claramente as respostas estão na Doutrina Espírita, espalhadas nas suas obras. Diz o autor do artigo, que “0s que partiram como vítimas da incúria humana, resgataram aflições de outras reencarnações”.

segue 3ªParte

Anónimo disse...

3ªParte
Sobre a questão dos incêndios florestais, foram efectuadas investigações acerca da origem dos mesmos, com inúmeras informações publicadas em relatórios oficiais, algumas delas para corresponder à solicitação de quem os encomendou. Apesar disso, são credíveis e todos eles apontam para deficiências na tipologia florestal, e sobretudo falta de medidas eficientes de conservação, não só por parte do Estado, mas também das entidades privadas. Todos partilham responsabilidade com a sua fatia neste bolo negro dos incêndios em Portugal. Acusar os outros é infantil. Mas, quem é José Lucas, para afirmar que as vítimas resgataram aflições de outras encarnações? Será que recebeu essa informação de algum espírito superior? Se recebeu seria importante que o divulgasse. Com certeza que não. Claramente foi mal intuído. Basta um pingo de raciocínio para exortar a lógica dos factos. E pode-se levantar outras questões racionais, cujas respostas, só Deus o sabe. As pessoas que morreram foram de facto vítimas da sua própria incúria ou da incúria dos outros? É uma pergunta naturalmente pertinente. Mas também é feio apontar o dedo em qualquer direcção, sobre a qual, só Deus sabe a resposta. É fácil de o fazer quando se está na posição confortável de observador infeliz. Mas daí dizer que resgataram aflições de outras encarnações, é a meu ver de uma precipitação irracional. Afirmar ainda, que “ adentrando-se agora felizes, no mundo espiritual, libertos dos problemas de consciência de outrora”, só pode ter carácter anedótico. Seguindo o raciocínio do articulista, as mais de cem vítimas mortais, estão felizes no mundo espiritual a dançar e a lançar pétalas de jasmim nos lugares ardidos. Triste e perturbante exaltação! Esta exposição do texto, deixa-me triste mas não surpreendido, pelo facto por ver um espírita da chamada “referência” nacional, escrever uma barbaridade destas. Que dirão os familiares que tiverem acesso a este artigo? Quantas dessas vítimas estão ainda agarradas aos locais onde desencarnaram? Algumas, de facto?

segue 4ªParte

Anónimo disse...

4ªParte
Quanto à segunda parte do texto transcrito: “Os outros, os algozes, os responsáveis directos e / ou indirectos, terão de reparar os lamentáveis crimes, seja nesta vida, no mundo espiritual ou em dolorosas expiações, em reencarnação futura”. Não me surgem dúvidas sobre esta parte do texto, mas para um “experiente espírita de referência”, também lhe fica mal em tê-lo escrito.
Este artigo de opinião, revela que o seu autor é um “tipo” que sabe da coisa, e pode até dizer as coisas que lhe vem à cabeça que toda a gente aceita de ânimo leve. Toda a gente, menos alguns dos seus pares da Doutrina Espírita que estão espalhados por Portugal inteiro e não só, que devem ter rangido os dentes de tantos disparates que soltam da sua cabeça perturbada. O texto parte do pressuposto que ele é um indivíduo perfeito, dono da razão, simplesmente exemplar. A expressão “algozes”, é um termo que transmite muito daquilo que realmente José Lucas é. Não se lembrará do que foi na encarnação passada, e que só pode estar a afecta-lo na actual encarnação, o “tipo” que manda e quer influenciar o movimento espírita em Portugal. Era pressuposto espalhar o espírito de união, que temos como exemplo o sucedido nas últimas Jornadas Espíritas nas Caldas da Rainha com a intervenção infeliz nas entrevistas e paródia espírita ao funcionamento de algumas Casas Espiritas em Portugal. Estamos na Terra para expiar as nossas dificuldades do passado e do presente, e a Doutrina Espírita ensina-nos que devemos nos aprimorar, e isso é também respeitar o próximo. Não observo na transcrição do parágrafo, esse sentido de respeitar o próximo. No texto está implícita uma carga de “flagelação” a quem pratica o mal! Jesus também nos diz que devemos orar pelos infelizes. Foram vítimas da sua ignorância, mas que Deus vai dar oportunidade de reescrever as suas vidas. Era essa a mensagem que José Lucas deveria ter dado no artigo. Depois de um artigo destes, vai orar por quem? E a favor de quem? Algo para reflexionar... Quando habitualmente falamos mal dos outros, dos seus comportamentos e atitudes, estamos revelando muito mais sobre nós do que sobre quem reclamamos. Além disso, o que estamos a propagar são pensamentos ruins e negativos.

segue 5ªParte

Anónimo disse...

Não é concebível ou aceitável, este tipo de comportamento. Os seus textos continuam a transmitir um rol de aberrações, que só demonstram falta de humildade que é tão grande como o seu ego. No entanto todos os que vivemos neste Planeta temos a responsabilidade de criar condições para espalhar a harmonia à nossa volta. É nossa obrigação, como detentores do saber adquirido, de irradiar bons pensamentos positivos em direcção aos nossos irmãos, quer estejam ou não encarnados. Com esses pensamentos é um caminho aberto para alcançar a cura da nossa alma, assim como restabelecer a estrutura orgânica de harmonia. Só assim podemos adentrar no mundo da regeneração. É com essa conduta que aos poucos vamos largar a velha carcaça, a velha sombra que nos acompanha há milénios e que se chama: Ignorância. Dizem os estudiosos das ciências sociais humanas, que os bons pensamentos são o elixir do equilíbrio, que preserva a saúde física e mental e nos faz alcançar o astral.
Por tudo o que apontei nesta minha reflexão, fica o alerta de que somos responsáveis de zelar por tudo aquilo que dizemos ou escrevemos, que temos que respeitar os nossos irmãos que faleceram nos incêndios, ou que ficaram feridos.
Quando não se está equilibrado nos pensamentos e acções, como se pode ser exemplo para os que nos rodeiam? Ou que temos a responsabilidade de gerir e de aconselhar na Casa Espírita? Que exemplo de plenitude, de integridade, ética e coerência está a dar a esses irmãos que procuram a Casa Espírita no atendimento fraterno?
Na realidade a disciplina é um problema substancial para o Espírita que se movimenta em terreno espiritual, é uma tentação que domina a ânsia descontrolada de agir, de ser visto, de ser referência junto dos seus pares. Jesus disse que amássemos todos os nossos irmãos indistintos e ilimitadamente, porque a Lei rege todo o Universo.

segue 6ºParte

Anónimo disse...

6ªParte
Relembro a palavras sábias de Joanna de Ângelis através da psicografia de Divaldo: “Tolera as falhas alheias e não as apresentes no festival de fofocas. Todos erramos. Sábio é aquele que, no erro, aprende a agir com correcção. Quando vejas alguém caído, dá-lhe a mão, ao invés de te comprazeres em censurá-lo. Ninguém tomba por querer. E se tal ocorre, nele predomina a ignorância, que é um cruel inimigo do homem. Ainda assim, o equivocado merece mais socorro do que reprimenda”. Ou ainda mais esta citação do mesmo espírito: “Desculpa, sinceramente, a ignorância dominante. (…) Quem guarda mágoas intoxica-se com os miasmas que elas exalam. O agressor está muito desequilibrado e necessita da medicação da bondade para recuperar-se. Perdeu a lucidez, e por isto agride. Concede-lhe a oportunidade que ele não te dá. É sempre mais confortável a posição de quem é generoso. Melhor que sejas tu o doador, significando que já conseguiste o que ao teu próximo falta”.
Para terminar este artigo relembro uma afirmativa de Allan Kardec em que se interroga se todos se se deram ao trabalho de estudar o que criticam. Porque, em boa lógica, a crítica só tem valor quando o crítico é conhecedor daquilo de que fala. Zombar de uma coisa que se não conhece, que se não sondou com o escalpelo do observador consciencioso, não é criticar, é dar prova de leviandade e triste mostra de falta de critério.

PS – Hoje vais dar a palestra sobre "Os mortos, vivem…”, espero que não repitas as mesmas incoerências de sempre.

Irmão Y
Não assino o texto com a minha identidade real, simplesmente não tenho necessidade de me exibir, de espalhar a minha vaidade e ego, e sobretudo aquilo que reflexiono é o que vou observando à minha volta. Não preciso de ir atrás de proeminentes espiritas, para depois de seguida os descartar, só porque nos podem colocar em causa a nossa posição, ou porque já não precisamos mais deles. Pensa nisso irmão. Muita paz.

Anónimo disse...

Os incêndios em Portugal tem sido um problema que afecta todos. Agora o que se tem de fazer é tomar as medidas certas, para reparar este grave erro ambiental, chamando todos para participar com responsabilidade.


António Silva

José Lucas disse...

Muito obrigado por todos os comentários enviados... :-)

Ana do Carmo Gomes disse...

licença, esclarece:
“Invasores iludidos pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, retornamos à Terra com encargos diferentes , mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
Exploradores da comunidade, quando exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.
Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o plano físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida em acontecimentos de sangue e lágrimas.
Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no além com os problemas de culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.”
Allan Kardec, o ilustre codificador do espiritismo, interrogou os espíritos superiores há 153 anos atrás quanto às provas coletivas, no item intitulado flagelos destruidores, conforme vemos nas questões 737 a 741 – de O livro dos espíritos (LE)
Através do estudo destas perguntas e respostas, verificamos que:
Deus não castiga suas criaturas, pois ele é amor, sabedoria, justiça e bondade. O homem ao exercer o seu livre-arbítrio, assume responsabilidades e se estas contrariam a lei divina, então esta lei, dentro do planejamento espiritual, fará os ajustes necessários, em busca do equilíbrio, quer seja individual ou coletivo, neste caso há uma responsabilidade comum a um grupo de indivíduos (q.744 – LE);
Ninguém desencarna antes da hora: “venha por meio de um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de desencarnar, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo” (q.738 – LE)
Devemos analisar a ocorrência destes flagelos pela ótica da razão, percebendo que por trás das dolorosas cenas de destruição e de dor, floresce o incentivo à solidariedade, ao respeito pelo sofrimento alheio, a vontade de ajudar. (q.740 – LE)

Ana do Carmo Gomes disse...

Peço desculpa faltou o início da frase: O mentor espiritual Emmanuel, na mensagem “desencarnações coletivas” no livro Chico Xavier pede licença, esclarece:
“Invasores iludidos pela ....

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