8.5.17

ESPÍRITAS PORTUGUESES: FAZER A PAZ...

“Fazer a paz: um contributo do Espiritismo” foi o mote para as 13ª Jornadas de Cultura Espírita do Oeste, que decorreram no Centro de Congressos de Caldas da Rainha, Portugal, nos dias 29 e 30 de Abril de 2017, num evento internacional que contou com portugueses, espanhóis e brasileiros. Venha daí!

 O Centro de Congressos acolheu 580 portugueses, espanhóis e brasileiros que vieram debater como fazer a paz, o bem essencial mais escasso no planeta, nos tempos que correm.
Com a presença do maior investigador espírita do mundo, Clóvis Nunes, da Bahia, Brasil, que fez as conferências de abertura e encerramento, estas Jornadas contaram com o apoio da Federação Espírita Portuguesa (FEP), da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) bem como da Câmara Municipal de Caldas da Rainha.
O Sr. Presidente da Câmara, Dr. Tinta Ferreira desejou as boas-vindas de todos os presentes, realçando que Caldas da Rainha é uma cidade que tem a arte de bem receber quem a visita.
O Coronel tirocinado João Gonçalves abriu o evento com o tema “Guerra: fatalidade histórica?” abordando-o com muita mestria, no início desta viagem, que seria desde a guerra, até ao morrer em paz.
A professora Ana Duarte, abordou as atitudes entre eu e os outros, e Carlos Miguel, do Porto, fez brilhante palestra sobre “Terra, que futuro ecológico?”.
De seguida, Ulisses Lopes, presidente da ADEP, abordou a solidão e o medo, seguindo-se Moacir Lima, Físico brasileiro, que apresentou o tema da culpa e do remorso, com a jovialidade de sempre.
Pelo meio, a música portuguesa, a cargo de Reinaldo Barros, João Gomes, Inês Guinote e Carolina Leal bem como a poesia de cordel vinda da Paraíba, Brasil, pela voz de Merlânio Maia, iam dando outra tonalidade às Jornadas.
Humor e Espiritismo foi uma inovação, num sketch que abordou práticas equivocadas nos centros espíritas, sendo de destacar a representação notável de Joana Farhat, na posição de uma dirigente espírita, que arrancou muitas gargalhadas ao público presente.
Paula Silva, médica, falou da dor total como factor de falta de paz, e Joana Farhat, agora num registo mais sério, abordou a temática saúde e paz, com muita mestria.
O médico Luténio Faria referiu um tema infelizmente, muito em voga, a violência doméstica, e Raquel Maia falou do facto de muitos de nós querermos ser amados e sofrermos quando tal não acontece.
Uma das novidades nesta 13ª edição, foi uma exposição de posters temáticos, científicos, sobre as actividades nos centros espíritas, uma novidade no movimento espírita pós 25 de Abril, que se deseja prolifere daqui em diante, exposição esta que deu lugar a uma mesa redonda sobre o assunto.

Posters temáticos sobre asactividades espíritas, foram uma novidade
que promete ficar para os eventos vindouros.

Uma equipe da ADEP fez questão da transmissão profissional em directo, via youtube, gratuitamente, num trabalho difícil, minucioso, absorvente e cansativo, mas reconfortante em termos de resultados.
Claiton Freitas, de Brasília, actor, já tinha interpretado primorosa peça sobre Maria Madalena, na noite anterior, e Rafael Vargas, do Portal Reação, apresentou um excelente documentário sobre “(re) pacificar” com entrevistas ao neto de Mohandas Gandhi e a Divaldo Franco, entre outros personagens.
A professora Amélia Reis fez a ligação entre a Paz e o Centro Espírita, como fonte de paz interior para quem o frequenta.
Antes do encerramento, Ângela Luyet e Renata Gastal efectuaram uma “performance” de grande qualidade artística, com temática espírita, e o jornalista e escritor Jorge Gomes abordou com sabedoria o tema “Viver: eis a melhor opção”.
João Xavier de Almeida, presidente da Assembleia-Geral da ADEP e ex-presidente da FEP, apresentou breves considerações a todos os presentes, sendo o evento encerrado por uma conferência com Clóvis Nunes, que faria ainda um périplo intensivo em Portugal, até ao dia 7 de Maio, com seminários, conferências e mini-seminários.
Se porventura não esteve presente ou não pôde acompanhar em directo via youtube, poderá ver ou rever todo o evento em www.adep.pt/jce2017.
Um evento de qualidade, com a profundidade dos estudos espíritas dentro do espírito de Allan Kardec, aliado à descontracção, sem formalismos desnecessários, fez com que todos se sentissem iguais, confraternizassem e convivessem num à-vontade pouco habitual em eventos espíritas, habitualmente muito formais.
De realçar que o custo da entrada deste evento era de 10 € (quando normalmente seria de 75 a 100 €), o que demonstra que os eventos espíritas podem ser organizados de modo a estarem abertos a todos, sem elitismos monetários.
À saída, o cansaço físico foi vencido pela alegria das pessoas, que já perguntavam quando seria o próximo evento.
Até lá, ponhamos em prática a teoria ali apreendida e … até às próximas Jornadas. 😊


José Lucas
jcmlucas@gmail.com



0 comentários:

Enviar um comentário