22.1.17

Esperança e Queixume...

D. Esperança, sorridente,
visitou o Sr. Queixume.
Como vai, amigo?
Porquê esse azedume?

Sabe lá a senhora,
o que é o meu viver,
com estas dores no corpo,
mais me valia morrer.

Não diga isso, homem,
que é uma heresia.
Tanta gente está pior,
e dá louvores ao dia.

Oh, D. Esperança,
a esperança não existe,
para quem, velho como eu,
tem este fim triste.

Não fale assim, Sr. Queixume,
a senectude é oportunidade,
de meditar com mais calma,
acerca da eternidade…

Mas com estas dores,
e com tão pouco dinheiro,
que faz um pobre velho,
sem tostão no mealheiro?

Não se lamente, Sr. Queixume,
milhões estão bem pior…
Dê graças a Deus,
e espere que tudo melhore.

Mas, Queixume, renitente,
só pensava no mal.
Pessimista, por natureza,
perdia o ar jovial…

D. Esperança, mais idosa,
parecia ter menos idade,
pois o pensamento positivo
traz muita jovialidade.

Ser Esperança ou Queixume,
é escolha a fazer,
mas, depois, não te queixes,
se tiveres mal escolher…


Poeta alegre 

Psicografia de JC, em Óbidos, Portugal, em 19 de Janeiro de 2017

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