10.7.14

O morto que não morreu...

Peiroteu espetou-se
O carro ardeu,
Coitado do morto,
Mas o morto não morreu…

No velório choravam,
A morte do Peiroteu,
Desconhecendo coitados,
Que o morto não morreu…

Peiroteu aturdido,
Pensava como ateu.
Mas que se passa afinal?
O morto não morreu!...

Funeral doloroso,
À tumba o caixão desceu,
Choravam o morto,
O morto que não morreu…

Rezaram missas,
Flores, alguém ofereceu
Lembrando o morto,
O morto que não morreu…

Nesse ínterim,
Onde está Peiroteu?
Em grande confusão,
Pois o morto não morreu…

Após anos turbulentos,
De dor e de breu,
Lá se fez luz,
Ao pobre do Peiroteu.

Anda daí rapaz,
Sou amigo teu
Estás vivo…
O morto não morreu!

Nova vida começou,
Para o Peiroteu,
Que descobriu afinal,
Qu’era o morto que não morreu!

Poeta alegre

Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica no CCE, C. Rainha, Portugal, em 2014-07-01

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