15.9.13

Irmãos xifópagos...

Joca e Tózé
Inimigos d’outrora
Quando se viam
Andavam “à nora”

Joca matara a esposa
Que Tózé queria desposar
“Se não é para mim,
Não és tu que a vais usar”

Tempos do “far west”
Tempos de imigração
Onde a lei da bala
Era lei de talião

Noutra reencarnação,
Eles voltaram,
Eram irmãos,
Sempre se odiaram.

Joca invejava o irmão,
Mais culto e sabido,
Que na hora das partilhas,
Escolheu o melhor “partido”.

O ódio avolumou-se,
Anos a fio, no Além,
Sem que se perdoassem,
Apenas orgulho e desdém.

Jesus compassivo,
Permitiu a reencarnação,
Voltariam xifópagos,
Em estreita união.

A curta vida na Terra,
Foi preciosa lição.
Ao voltarem ao Além,
Abriu-se o ângulo de visão.

Podiam ser felizes,
E sofriam sem cessar.
Resolveram mudar.
Voltaram a reencarnar.

São agora pai e filho,
Tózé marido de Joana,
Para que Joca aprenda,
Não se prende quem se ama

Passo a passo, na Vida,
Reencarnação após reencarnação,
Terão a oportunidade,
De fazer a reparação,

Dos erros de outrora,
Para que um dia,
Alcem novos horizontes,
Em busca da harmonia.

São assim as leis da Vida,
Leis de causa e efeito,
Onde cada um colhe,
Conforme houver feito.

No entanto, o resgate,
Pode ser suavizado,
Se o Amor se sobrepuser,
Ao carácter deseducado.

O Amor é e será,
O combustível da Vida.
Ama, pois, tudo e todos,
Alma muito querida.

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, em Óbidos, Portugal, em 15 de Julho de 2013

1 comentários:

Zélia Chamusca disse...

Minhas felicitações ao Poeta Alegre pelo poema e pela Mensagem que transmite.
José Lucas, grata pela partilha,
ZCH

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