22.8.13

Casimiro, o enjeitado...

Casimiro,
O enjeitado
Para onde fosse
Era posto de lado

Procurava amigos
Na sua pobreza
Ninguém lhe ligava
Da plebe à Nobreza

Casimiro, o enjeitado
Vivia em solidão
Chorava em silêncio
Enquanto pedia um pão

Escorraçado por todos
Era um pária social
Um pobre diabo
Que a ninguém fazia mal

Por vezes revoltado
Indagava a Deus
Porque tanto sofrimento
Mesmo junto dos plebeus?

Não era ele gente
Como os demais?
Porque este sofrimento
Que superava todos os ais?

Um dia acordou
Num lugar distante
Tinha morrido
Fora num instante

Que alegria sentia
Ao ver ao seu lado
Sua mãe, seu pai,
E o seu tio Machado

Anda Casimiro
Terminou tua expiação
Foste déspota outrora
Agora aprendeste a lição

Casimiro incrédulo
Sorria de felicidade
Partiu com a família
Para a espiritualidade

Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 6 DEZ 2011

1 comentários:

Anónimo disse...

Amigo Lucas,esse Casimiro bem podia ser eu.
Gostei muito desta psicografia do amigo Poeta Alegre.
Abraço


Sérgio

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