30.12.12

O mau político...


Joaquim o capataz
Vivia num frenesim
Só queria mandar
E ter pilim, pilim

Um dia sonhou
Mudar pr’á cidade
Fazer fortuna
Dominar a Humanidade

Esperto e inteligente
Trabalhou e estudou
Tinha o dom da palavra
Com ela muitos enganou

Rapidamente subiu
Encostando-se ao Partido
Com a sua lábia
Roubou a Rosa ao marido

Com mulher influente
E com o seu bem falar
Rapidamente atingiu
Alto patamar

Joaquim o capataz
Era agora deputado
Só via pilim,
Pilim por todo o lado

Não olhou a meios
Para aumentar a fortuna
Ignorando que no futuro
Não a levaria na urna

Após falecer
Depois de muita dor
Joaquim despertou
Em grande estertor

Anos a fio
Tinham passado
Pareceram séculos
Em sofrimento atolado

Com sentimento de culpa
Rogou a reencarnação
Para poder fugir
A quem roubara o pão

A bondade divina
Assim o permitiu
E nasceu a Maria
À beira d’um rio

Desde cedo indigente
Parecia uma anormal
Sofrendo dor e solidão
Comendo do lixo, e mal!

Grande fixação
Tinha por uma esquina
Com nome d’avenida,
Do Joaquim, o “rapina”.

Aquele canto era o seu
Enxotava outros indigentes
Que ali tentassem a sorte
Junto das passantes gentes

Após rude vida
De forte expiação
Maria desencarnou
Passara na lição

No mundo espiritual
Mais calma e segura
Fazia contas à vida
O que pagar em agrura?

Joaquim, depois Maria,
Envergonhado do passado
Agradecia a Deus
O resgate efectuado

Aprendera Joaquim
Da pior maneira
Que ser humano
Não é brincadeira
Cada um é semeador
Na sua seara
Se não semear bem
A vida sai-lhe cara

Arrependido prometeu
Jamais enganar
A tal ponto, o fez
Que trabalhava a dobrar

Em prol do próximo
Dos mais sofredores
Para assim apaziguar
As próprias dores

Após anos de trabalho
Amoroso e gracioso
Joaquim reencarnou
Com projecto ambicioso

Criou na Terra
Um lar para desvalidos
Onde recolheria
Os ex-inimigos

E assim nasceu
A “Creche de Jesus”
Onde recolhia crianças
Para quem fora uma cruz

No fim da vida
Após o resgate final
Adentrou a espiritualidade
Com ar triunfal

Era agora espírito livre
Do seu próprio passado
Doravante faria o bem
Mesmo ao alienado

Não te iludas amigo
Com a busca do pilim
Para que não sejas
Um outro Joaquim

Fazer o bem
Sem titubear
É tarefa de todos
Os que querem Amar

Só assim
Seremos felizes
Quando nos doarmos
Como os petizes

O Amor será sempre
A eterna solução
Para superarmo-nos
Na prova ou expiação

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, em 10 de Setembro de 2012, em Óbidos, Portugal

3 comentários:

Anónimo disse...

Amigo, seu blog é muito interressante, parabéns! Li vários artigos que colocaste e grande parte deles despertam a curiosidade e a vontade de aprender mais! Queria saber se tens noticia de algum texto ou livro que fala sobre a organização sócio-politica no plano espiritual... Obrigado!

José Lucas disse...

Caro amigo, obrigado pela gentileza do seu estímulo. assim de momento os livros que mais falam sobre esse tema são os de André Luiz, recebidos pelo médium Chico Xavier e os de Manoel Philomeno de Miranda pelo médium Divaldo Franco.
com amizade,
Lucas

Anónimo disse...

Muito obrigado pelas recomendações. No momento estou lendo a série "A vida no mundo espiritual" (começarei a ler Obreiros da vida eterna em breve) de André Luiz, e estou gostando muito! Mais tarde, lerei então os livros de Manoel Philomeno de Miranda.
Um abraço!

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