13.8.12

Exemplos a seguir...


O cumprimento do dever não é somente um dever militar. É um dever de todos. Mas que tem isto a ver com o Espiritismo? E com a GNR? E com a sociedade em geral? Ora venha daí, e façamos uma incursão pelo Portugal profundo, ao Portugal dos “pequeninos”…

Allan Kardec, o eminente sábio parisiense, que em meados do século XIX compilou a Doutrina Espírita (ou Espiritismo – que não é mais uma seita nem mais um religião), lançando “O Livro dos Espíritos” em 18 de Abril de 1857, refere na questão 918 do referido livro, a propósito do “homem de bem”: “O verdadeiro homem de bem… é bom, humano e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem distinção de raças nem de crenças…”.
A notícia surgiu no “Facebook” (uma rede social na Internet), que pude confirmar no “Facebook” da Guarda Nacional Republicana (GNR), em 11 de Agosto de 2012:
Três militares do Posto da GNR de Serpa, depois de terem conhecimento por parte de um guarda estagiário, que um idoso de 79 anos vivia em condições degradantes, tomaram a iniciativa e apoiaram todo o percurso de restabelecimento do idoso, zelando pela sua alimentação, higiene e saúde, para que este encontrasse de novo o seu bem-estar. O idoso encontra-se agora estável e entregue a entregue aos cuidados de um Lar.”
Não pude deixar de pensar nesta belíssima passagem de “O Livro dos Espíritos”, e de sentir que, o bem não tem rosto, nem hora, nem local, nem raça. O bem é sempre o bem, e nunca deve deixar de ser colocado em prática, independentemente de ser levado a público ou não.
Este acto de humanismo por parte dos militares da GNR, encarna a postura normal da sociedade do futuro, onde o homem, cônscio dos seus deveres ético-morais, da sua imortalidade, da reencarnação, fará todo o bem sem olhar a quem, na certeza de que, somente fazendo ao próximo o que desejamos para nós próprios, conforme nos ensina a Doutrina Espírita, estaremos trilhando o caminho do bem-estar interior e da evolução moral, que é inevitável na nossa vida, ao longo das várias reencarnações (volta do mesmo Espírito em corpos diferentes).

O verdadeiro homem de bem é bom, humano e benevolente
para com todos, porque vê irmãos em todos os homens,
sem distinção de raças nem de crenças…

Joana é trabalhadora numa fábrica, onde, fruto da sua competência e assiduidade, foi-lhe atribuído pela entidade patronal, um prémio de produtividade, a repercutir-se com carácter permanente no seu vencimento mensal. A Joana é espírita, tenta cumprir o seu dever e fazer o seu melhor, conforme lhe ensina a Doutrina Espírita.
Há meses recebeu uma informação da entidade patronal que o prémio de produtividade iria ser retirado, por causa da “crise”, com acções intimidatórias, próprias de quem não entende que ser patrão é uma função de alta responsabilidade espiritual na Terra, e que cada um de nós será chamado perante a própria consciência, ao respectivo acerto de contas. Após a morte do corpo de carne, e em futuras reencarnações, repararemos os erros até então cometidos, dentro do ensinamento de Jesus de Nazaré de que “a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória”.
Joana, de uma forma pedagógica e sem rancor ou ódios desnecessários e perigosos, meteu uma acção em tribunal contra o acto abusivo da entidade patronal, tendo ganho a acção. Quando receber as verbas em falta, Joana, numa atitude de carácter nobre e pedagogicamente, vai doar a referida verba para instituições de caridade.
Em “O Livro dos Espíritos”, na sua questão 684 “O que pensar daqueles que abusam da sua autoridade, impondo aos seus inferiores um excesso de trabalho? , os Espíritos superiores respondem: “É uma das piores acções. Todo o homem que tem o poder de comandar, é responsável pelo excesso de trabalho que impõe aos seus inferiores, porque transgride a lei de Deus”.
Dizem-nos os Espíritos amigos, que o planeta Terra está a passar por um processo de transição, em que passará de um mundo de expiação e provas, para um mundo de regeneração (ver “O Evangelho Segundo o Espiritismo”), deixando de ser um planeta onde o mal domina (actualmente), para passar a ser um local onde o bem se sobreporá ao mal.
A Doutrina Espírita aponta-nos sempre a mudança íntima, em busca dos valores ético-morais que Jesus de Nazaré nos deixou, quando esteve encarnado (no copo de carne) na Terra.
Ao vermos esta atitude nobre da GNR de Serpa, e ao vermos esta atitude de serenidade em busca da justiça por parte de Joana, para que não existam outras Joanas no futuro naquela empresa, vamos vislumbrando uma mudança nas aspirações das pessoas, uma mudança na sua coragem moral, de dar o exemplo de fraternidade e sede de justiça, na certeza de que o mundo será tão mais rapidamente um local melhor, quanto mais rapidamente, todos nós, seres humanos, fizermos por isso.
A cada um de acordo com as suas obras”, referia Jesus de Nazaré!
Que cada um faça a sua parte, sem cogitar com a dos demais, e todos viveremos melhor e mais felizes. 

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