23.4.12

Espiritismo: saídas para a crise...

Jornadas de Cultura Espírita. Óbidos, 21 e 22 de Abril de 2012. Auditório Municipal “A Casa da Música”. Mais de 200 pessoas de todo o país debateram a vida para além da crise, bem como que as respostas a Doutrina Espírita dá para que ultrapassemos as dificuldades do quotidiano.

Pelo 8º ano consecutivo, decorreram as Jornadas de Cultura Espírita. Este ano sob o lema central “VIVA ALÉM DA CRISE”, o Auditório Municipal de Óbidos foi pequeno, tendo os 200 lugares esgotado muito antes do início do evento. Os subtemas prometiam, bem como os convidados para os tratar sob a forma de painel, tornando assim o evento dinâmico e animado.
Com início pelas 14H30 do dia 21 de Abril de 2012, Rafael Araújo de 12 anos de idade, abriu o evento ao piano, tocando duas peças clássicas. De seguida o grupo de crianças e adolescentes do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha tocaram e cantaram, dando o mote para a solução do tema de abertura, “Depressão vs Crise Financeira”, apresentando pelo Dr. Paulo Mourinha (Psicólogo e Médico Homeopata). Posteriormente, o Engº Francisco Curado, cientista e professor universitário da Universidade de Aveiro, apresentou o tema “Lutas Sociais”, terminando o painel com o jornalista Jorge Gomes, que abordou a Natureza e a interacção humana com a mesma,  bem como a visão espírita dessa mesma interacção, tendo-se seguido um debate com os três palestrantes. Andreia Mendes (não espírita), psicóloga clínica infantil, convidada pela organização, abordou a crise familiar derivada das crises sociais e a Profª. Amélia Reis tocou no tema “Lar doce lar “, falando do impacto das separações nos filhos dos casais. A terminar este segundo painel, José Lucas, militar, juntamente com Noémia Margarido tocaram no suicídio, homicídio, pena de morte e aborto, numa espécie de rábula, onde de forma descontraída se passou a ideia espírita acerca destes temas.
Uma psiquiatra, espírita, da capital, a Drª Gláucia Lima, foi convidada para a mesa redonda, onde também colaborou fazendo a ligação entre a psiquiatria e o espiritismo. Reinaldo Barros (Prof.) e Inês Guinote (Bióloga) presentearam o auditório, em alturas diferentes, com músicas de rara beleza e espiritualidade.

O Espiritismo é o maior preservativo contra o suicídio,
pois comprova a imortalidade do Espírito,
tirando assim utilidade ao suicídio.

No dia 22 de Abril, Domingo, Lígia Pinto (Médica) abordou a eutanásia, seguindo-se Vasco Marques (Prof.) com o uso das redes sociais nos dias que correm, e o economista Isaías Sousa com a temática “A economia do Espírito”. Depois do debate, o Prof. Reinaldo Barros encerrou as conferências, falando sobre como “Reaprender a viver” e João Xavier de Almeida (presidente da Assembleia-Geral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal – ADEP) deixou breves palavras de despedida aos presentes, onde se encontrava uma pessoa que se deslocou propositadamente da Alemanha, para conhecer o Espiritismo.
O encerramento contou ainda com um raro momento de beleza musical, onde Inês Guinote, Filomena Lencastre, João Paulo Gomes e Reinaldo Barros, tocando e cantando em conjunto deixaram no ar um ambiente de sadia espiritualidade.
Nos intervalos, as mais de 200 pessoas puderam interagir, recordar velhos amigos e fazer novos amigos, onde se podiam encontrar muitas pessoas do Algarve, do Porto, Viana do Castelo, Viseu, entre muitas outras cidades e localidades portuguesas.
Um dos elementos da organização do evento referia que, estas Jornadas de Cultura Espírita são sempre um espaço aberto a todas as pessoas, independentemente das suas convicções espirituais, filosóficas ou de outra ordem, e que neste evento objectivavam demonstrar à humanidade que, após a confirmação científica da imortalidade do Espírito, o suicídio é mera perda de tempo, apontando para a valorização da vida, desta existência física passageira, dura ou fácil, como uma experiência evolutiva em busca de novos horizontes existenciais, mais felizes, quer após a vida corporal, quer em futuras reencarnações na Terra ou noutros planetas.
Para além de uma livraria espírita, estava patente uma exposição estática da autoria da Profª Alice Alves, sobre suicídio e vida, de grande qualidade.
Sintetizando, a Doutrina Espírita (que não é mais uma seita nem mais uma religião) aponta como lema “Fora da caridade não há salvação” e, pode ser resumida numa frase encontrada no túmulo de Allan Kardec (sábio do século XIX que pesquisou e compilou os factos espíritas): “Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.

3 comentários:

Anónimo disse...

FOI UMA PENA EU NÃO TER IDO A ESTE ENCONTRO MARAVILHOSO PARA APRENDER E PREENDER MUITO MAIS DAQUILO QUE JÁ SEI.O ESPIRITISMO NOS ABRE UMA PORTA DE GRANDE APRENDIZADO O QUAL NOS ESTIMULA A CONHECER CADA VEZ MAIS TUDO O QUE ESTÁ RELACIONADO AO ENSINAMENTO DO CRISTO COM PALAVRAS SIMPLES ,PORÉM ESCALRECEDORAS.CADA DIA E A CADA MOMENTO SINTO QUE ESCOLHI UMA DOUTRINA QUE ME ABRE O HORIZONTE.

José Lucas disse...

Fica para o próximo ano :-)
Pode sempre ver e ouvir todas as jornadas, na página da ADEP em www.adeportugal.org ou no facebook da ADEP.

joelrfsilva disse...

Pois eu fui, levei uns amigos gostei tal como nos outros anos anteriores que assisti. Vale sempre a pena fazer alguns quilómetros para enriquecer o espírito, aquecer o coração e rever alguns amigos de jornada.Joel R.Silva (AELA) Setúbal

Enviar um comentário