31.1.10

O exemplo

D. Mariana frequenta um Centro Espírita.
Desde nova que sentia “certas coisas” que a medicina oficial não conseguia identificar.
Frequentando o Centro Espírita, acabou por verificar que afinal a “estranheza” de que se dizia possuidora não era nada mais do que uma capacidade, um sexto sentido, que milhões de pessoas possuem: a mediunidade (ou percepção extra-sensorial), capacidade que permite às pessoas aperceberem-se do mundo espiritual.
A D. Mariana começou a ser assídua no Centro Espírita.
Na primeira oportunidade, inscreveu-se num Curso Básico de Espiritismo, gratuito (como aliás todas as actividades de um Centro Espírita que se preze), e posteriormente acabou por efectuar um outro, de educação da mediunidade.
O conhecimento adquirido trouxe-lhe outra postura perante a vida.
Começou a ser mais calma, menos irritadiça e a entender melhor os mecanismos da vida, agora vistos pelo prisma da Doutrina Espírita.
Passou a integrar uma actividade de fluidoterapia (doava as suas energias em prol do próximo, em reuniões próprias para o efeito, o chamado “passe espírita”) e tem conseguido granjear o carinho de todos aqueles que a conhecem.
Pessoa bondosa e dedicada, todos a estimam.
Há dias, falando com ela, Mariana contou um caso, que pela sua singeleza e grandeza espiritual me chamou a atenção, levando-me por novos atalhos meditativos, em tentativa de interiorizar tal situação.
Tudo acontecera no ano passado, faltavam alguns dias para o Natal de 2006, quando assistia a uma palestra espírita. A certa altura, a pessoa que estava a explicar um tema à luz da Doutrina Espírita (ou Espiritismo), exortava as pessoas a, ao invés de enveredarem pela mera troca comercial de presentes, que dessem um presente diferente, por exemplo, um bom livrou ou até apenas um aperto de mão, um abraço.
O tempo passou…
Falando com Mariana, um mês antes do Natal deste ano, 2007, esta contou-me a sua história: «Sabe, aquela palestra do ano passado… mexeu muito comigo, e tinha uma colega de trabalho que me prejudicara muito, e não falávamos uma com a outra, mais por orgulho das duas. Depois de ouvir a palestra, lembrei-me e fui ter com ela. Acercando-me do seu local de trabalho, ela ficou espantada com a minha presença, ao que lhe disse que tinha algo para lhe oferecer. Ela ficou atónita, sem saber o que dizer, e nem reagiu. Eu ganhei coragem - referiu Mariana – e disse-lhe: “Venho dar-te um abraço como presente de Natal”. 
Não imagina a enorme alegria que se apoderou de mim, a leveza de espírito com que fiquei, para além de termos ficado amigas, pondo as duas, o respectivo orgulho de parte».
Fiquei a meditar nesta situação ocorrida com a D. Mariana, e confesso que não me sai da cabeça.
Como é impressionante a força do querer, o impacto que tem a Doutrina Espírita na vida das pessoas, e como o exemplo (neste caso da D. Mariana) tem uma força incrível, não deixando, quem conhece o caso, indiferente perante a sua própria vida.
Este é o objectivo da Doutrina Espírita, esclarecer as pessoas acerca do real sentido da vida, e se aplicada no dia-a-dia, contribuir para que o mundo seja cada vez melhor… começando por melhorar o seu próprio “mundo”…
Confesso que nas múltiplas situações do quotidiano, relembro com frequência o caso da Mariana, qual farol a indicar-me o caminho do reerguimento moral, que todos nós precisamos encetar, em busca da nossa própria felicidade.

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