10.12.09

Zé tirano



Zé tirano
Era a alcunha
Onde podia
Metia a unha.

Esperto, capaz
Tudo queria
Aqui e acolá
Fazia razia.

Rico, poderoso,
Todos manipulava
Sem se importar
Se errado estava.

De tal modo
Era o seu agir
Que “tirano” ficou
Para o porvir.

Todos o receavam
Com ódio ou medo
Ele, o tirano
Caía no degredo...

No degredo espiritual
Apesar da opulência
Ganhando inimigos
Com a sua vivência

Zé, o tirano
Voltou agora
Pobre, enfesado,
Filho do Zé da nora.

Trabalha no campo
De sol a sol
Fraco de corpo
A alma num redol.

Diz quem vê
Que sofre pesadelos
Coitado do jovem
Amigos? Nem vê-los

Porque será
Tanto sofrer?
O Zé da nora
Pergunta à mulher.

São coisas de Deus
Vá-se lá saber
Ele lá sabe
Porquê o sofrer

Mas nosso filho
Que mal realizou
Para nascer assim
Porque Deus o marcou?

Só a reencarnação
Explica tal
Que ninguém espere o bem
Se praticou o mal.

Zé tirano sonha
Com opulência, grandeza,
Mas nesta vida
Só terá a pobreza.

Assim aprenderá
O preço da fraternidade
A ser simples, humilde
E útil à humanidade.

Reencarnação, imortalidade,
Ensina o espiritismo
E a imortal comunicabilidade
Revivendo o cristianismo.

A Doutrina Espírita
Kardec codificou
Observando, pesquisando,
Essas leis nos deixou.

Se queres conhecer
O mundo espiritual
Estuda Kardec
É esse o manual.

Poeta alegre
Psicografia recebida em Caldas da Rainha, Portugal, em 18 de Janeiro de 2004

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