7.12.09

Tolerância religiosa



Fazendo breve visita a um horto municipal, facilmente te deparas e deleitas com vários tipos de árvores, de plantas, de flores.
Cada uma delas tem um ritmo próprio, um tempo certo para a semeadura, exala um odor característico, tem momentos de esplendor e momentos de crescimento.
Se assim não fosse, esse jardim não teria beleza, não seria apetitoso para os visitantes.
Essa beleza deriva da variedade, da diferença na diversidade.
A mais minúscula flor não discute níveis de grandeza com a centenária árvore, guardando cada uma delas função intransferível no reino da natureza.
Também assim na vida tal acontece com os seres humanos.
Transportando tal analogia para a área da religiosidade, não nos é lícito julgarmo-nos superiores a esta ou aquela confissão religiosa.
O homem espiritualizado, verá em cada ser humano, um elemento desse imenso jardim que é a vida, valorizando inclusive a erva daninha que mesmo assim confere cor ao solo onde se instala.
O homem espiritualizado saberá aceitar, compreender, tolerar todos e cada seu irmão, independentemente da sua convicção religiosa, com a certeza de que irmandade espiritual é independente da coincidência de concepção existencial.
Assim como fruis imensa alegria ao contemplar desde a simples flor silvestre até à planta mais elaborada, extasiando-te com o perfume do conjunto, és convidado ao grande concerto da harmonia universal, onde te é dado o instrumento da tolerância, do entendimento, da fraternidade, para que o toques, sem o qual estagnarás em processos de ilusão.
Valorizando as diferenças aprenderemos a união.
Valorizando a variedade, estimularemos a fraternidade, e assim estaremos inevitavelmente a colaborar com Jesus para a implantação do bem no Planeta Terra.

Psicografia recebida nas Caldas da Rainha, em 14 de Novembro de 2004 e ditada pelo Espírito Alcina

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