7.12.09

O caso "Pedras"



Já ouviu falar em “Poltergheist”? Isso mesmo, aqueles fenómenos em que num determinado local aparecem barulhos, manifestações consideradas paranormais, em que não se consegue encontrar uma causa física para as situações. Chamam-se fenómenos “Poltergheist” pois esta palavra significa “Espírito Barulhento”.

São inúmeros os reportes de pessoas que vêm até ao Centro de Cultura Espírita, aqui nas Caldas da Rainha (Bairro das Morenas), Portugal, e que nos relatam casos deste género.
Há cerca de uns dois meses tivemos a visita de um casal de uma cidade perto de Lisboa. Vinham de longe e o motivo era simples para eles: na sua casa aconteciam coisas estranhas, desde fenómenos estranhos com telemóveis, até ao arremessar de pedras, movimento de objectos sem que alguém os tivesse movido, enfim um sem número de fenómenos inexplicáveis.
Inicialmente pensaram que fosse alguma partida, alguma brincadeira. Mobilizaram uma dezena de amigos e fizeram vigílias pela noite dentro, dias a fio, munidos de caçadeiras. Nada! Os fenómenos continuavam, as pedras eram arremessadas, tiros eram disparados no escuro procurando afugentar os prováveis brincalhões, mas… nada! Inclusive, durante essas perseguições as pedras continuavam a ser arremessadas com uma pontaria enorme, no meio do escuro total. Foi efectuada uma queixa na polícia judiciária e na GNR, contra incertos. A GNR investigou e não conseguiu atinar com a causa.

O aparecimento espontâneo de moedas, vindos do nada, movimento
de moedas de um compartimento para o outro, sem que ninguém
o tivesse efectuado, aparecimento espontâneo de pedras que
apareciam do nada, arremesso violento de pedras contra a
parede e portões, foram alguns dos
fenómenos que pudemos assistir

De repente a fenomenologia modificou o rumo dos acontecimentos: passou a acontecer dentro de casa e aí as opiniões mudaram, pois a casa é murada e protegida por três ferozes cães. Movimento de objectos, ruídos estranhos sem causa conhecida. Colocaram câmaras de vigilância a cobrirem todo o quintal e nada. Passados 4 anos de fenómenos deste género que ora aparecem ora desaparecem, decidiram-se a solicitar ajuda a um centro espírita. De tal modo que entre os vários amigos que assistiram aos fenómenos, apelidaram o espírito de “Pedras”.
Uma equipe de quatro elementos, foi pesquisar o assunto durante várias semanas tendo assistido a vários tipos de fenomenologia, como o aparecimento espontâneo de moedas, vindos do nada, movimento de moedas de um compartimento para o outro sem que ninguém o tivesse efectuado, aparecimento espontâneo de pedras que apareciam do nada, arremesso violento de pedras contra a parede e portões, foram alguns dos fenómenos que pudemos assistir. Muitos outros não pudemos confirmar por não se terem produzido na nossa presença. 
A credibilidade das pessoas em causa quer parecer-nos grande, uma vez que não se vislumbra nenhuma motivação para que estejam a fraudar: não pretendem notoriedade, não pretendem vender a casa, não buscam divulgação, apresentando um dos elementos do agregado familiar, inclusive, medo e cansaço em relação ao fenómeno.
Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, explica muito bem este tipo de fenómenos, na obra «O Livro dos Médiuns», que é onde está a parte experimental da Doutrina Espírita.

Este tipo de fenómenos acontece pela acção persistente
de um Espírito que se pretende comunicar com os presentes.

Este tipo de fenómenos acontece pela acção persistente de um Espírito que se pretende comunicar com os presentes, podendo ser variadas as causas, e acontecem devido a pelo menos um dos presentes ser portador de mediunidade de efeitos físicos, um certo tipo de paranormalidade que permite aos espíritos retirarem uma certa substância, o ectolpasma, e utilizá-lo para a produção de ruídos, de movimento de objectos, entre outros.
O objectivo desta fenomenologia é alertar a humanidade para a imortalidade da alma, para a comunicabilidade dos espíritos, auxiliando assim a humanidade a interessar-se por este tipo de assuntos, para que os estudem, e assim modifiquem a sua maneira de ser, melhorando-se intimamente e auxiliando na melhoria moral da humanidade.
A Doutrina Espírita continua a ser um manancial de oportunidades de aprendizagem, em relação às leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo, pelo que com os seus conceitos lógicos, racionais, intuitivos, esclarece e consola o homem perante os mais prementes problemas existenciais.
Para os interessados aconselhamos a leitura de «O Livro dos Espíritos» também de Allan Kardec bem como uma passagem pelo sítio na Internet em http://www.adeportugal.org/

Portugal, 2004

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