7.12.09

Mediunidade: comunicação espiritual ou patologia?



As II Jornadas de Cultura Espírita do Oeste que decorreram nos passados dias 20 e 21 de Maior de 2005, em Óbidos, no Auditório “A Casa da Música”, trouxeram até ao Oeste vários pesquisadores e cientistas que buscam uma resposta para o tema “A vida para além da morte”.  Um dos temas quentes foi “Mediunidade: comunicabilidade ou patologia?” tratado com mestria por uma médica psiquiatra da capital. Ora veja!

Gláucia Lima, médica psiquiatra, especialista em regressão de memória, docente na Faculdade de Medicina em regressão de memória, membro da ALUBRAT (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), cientista, bolseira da Fundação Bial onde desenvolveu pesquisa científica em torno das capacidades paranormais do ser humano, veio a Óbidos abordar uma temática muito pertinente: “Mediunidade: comunicabilidade ou patologia?”. 
Ainda há bem poucos anos atrás, os homens de ciência viam os médiuns como se de loucos se tratassem e ainda há aqueles médicos que desconhecendo a vertente espiritual do homem vêm-no apenas como um amontoado de células.
Com o passar dos anos, muitos cientistas de mente aberta, nos quatro cantos do mundo, têm vindo a questionar a mediunidade ou paranormalidade, ou ainda capacidade que alguém tem de percepcionar o mundo extra-físico, dito de mundo espiritual.
De investigação em investigação, hoje em dia só quem estiver bem desactualizado é que insiste nas premissas atrás referidas, já que é ponto assente entre os académicos, que a mediunidade afinal não é uma patologia mas que pode reflectir uma vivência pessoal dentro de um determinado contexto social ou religioso.
Com a sala do Auditório “A Casa da Música”, em Óbidos a abarrotar de pessoas, apesar de um longo dia de actividades, pelas 19 horas, Gláucia Lima dissertou sobre a mediunidade, fazendo um bosquejo histórico até chegar às suas pesquisas de hoje que vêm assim comprovar as assertivas de Allan Kardec, o eminente discípulo de Pestalozzi que investigou, pesquisou e experimentou os factos espíritas, codificando assim a doutrina espírita em cinco livros por ele gizados, fruto das suas observações, utilizando o método experimental.
Gláucia Lima questionou o público:
- “Podemos estabelecer uma correlação entre fenómenos mediúnicos e fenomenologia psiquiátrica?
- “Existe uma relação entre fenómenos de transe mediúnico, transtornos de personalidade e fenómenos dissociativos?”

A mediunidade constitui uma forte evidência
da vida para além da morte.

- Têm os médiuns uma personalidade e um funcionamento neurofisiológico normal?

Perante questões tão prementes Gláucia Lima foi respondendo com base nas suas pesquisas, experiências com médiuns, para além de muitos anos de observação de fenómenos mediúnicos que lhe conferem um conhecimento invejável nesta área.
Citando Michael Lambek (1989, p. 48), refere que o “transe mediúnico” é um fenómeno natural, como o sexo, comer, falar, estando a espécie humana capaz de desempenhá-lo, quando em determinados contextos e sob determinados estímulos. Numa referência a Stirrat (1977), a faculdade mediúnica seria mediada pôr um modelo cultural, uma realidade social, havendo uma conjunção entre factores psicológicos, fisiológicos e pessoais.
Para o Espiritismo, “O médium é um intermediário, uma antena capaz de captar e transmitir as comunicações do além.”
Para o Dr. Sérgio Filipe, Psiquiatra, professor da Universidade de São Paulo, Brasil, o fenómeno mediúnico é a acção de ondas electromagnéticas sobre o cérebro (epífise), que por sua vez transforma o impulso em estímulos neuroquímicos.
Gláucia Lima referiu-se ainda a Francisco Cândido Xavier, um dos maiores médiuns do mundo, que Herculano Pires identificava como “…alguém capaz de experimentar, ao mesmo tempo, duas vidas: a de vigília e a hipnótica”. Francisco Cândido Xavier, psicografou 412 livros, vendeu mais de 20 milhões de exemplares e doou todo o dinheiro a instituições beneficentes.
Em jeito de conclusão, Gláucia Lima afirma que “não existe um padrão anormal de personalidade nos indivíduos médiuns”, e que “a mediunidade não é sinónimo de patologia física ou mental”.
Terminando a sua comunicação, que encerrou as II Jornadas Espíritas do Oeste, Gláucia Lima afirma sem titubear que “a mediunidade constitui uma forte evidência da vida para além da morte.”

Portugal, 2005

2 comentários:

Anónimo disse...

excelente

Anónimo disse...

parece-me que na europa inumeros cientistas ilustres tipo bruce grayson stephan braude, dean radin etc.. estão " dando certificados de comprovaçõ de mediunidade " a pessoas que passarem nos testes rigorosos! e tem niveis de classificação! a medida que for sendo pesquisado varias vezes! imagina se chico xavier tivesse sido pesquisado por eles que classificaram eles dariam? risos!

Enviar um comentário