7.12.09

Jesus: modelo e guia?



Jesus de Nazaré foi sem dúvida nenhuma um marco para a história da humanidade, de tal modo que até o tempo é contado tendo-o como referência: antes de Cristo e depois de Cristo.

Amado por uns, odiado por outros, indiferente para muitos, Jesus deixou ensinamentos muito singelos mas profundos, autêntico roteiro para a felicidade humana que paradoxalmente vimos desprezando.
«Amar o próximo como a si mesmo» ou «Fazer ao próximo o que desejaríamos para nós próprios» são ensinamentos que têm tanto de simples como de desconcertantes, para nós que somos seres em evolução.
O mais curioso da vida de Jesus, segundo aqueles que escreveram sobre ele, é que na sua vida ele aplicou a filosofia que difundia, desconcertando os inimigos gratuitos, granjeando apoios no povo e confundindo os restantes. Era sem dúvida um homem diferente, invulgar, desconcertante.
Paradoxalmente a humanidade em vez de aproveitar estes ensinamentos no sentido de viver mais feliz, tem lutado, inclusive, em seu nome: vejam-se as disputas religiosas, vejam-se uns arvorando-se em donos da sua personalidade procurando denegrir outros: todos querem demonstrar a sua “paternidade” e poucos o seguem, na realidade.
A Doutrina Espírita, sendo uma “Ciência filosófica de consequências morais” (Allan Kardec) tem consequências tremendas para a humanidade. Investigando a imortalidade da alma, sendo uma ciência de observação, demonstra essa imortalidade; dessas experiências, observações, pesquisas, ressaltam ensinamentos filosóficos, doutrinários, cuja aplicação no quotidiano, se baseada nos ensinamentos ético/morais de Jesus de Nazaré (ver “O Evangelho Segundo o Espiritismo”) catapultam o homem para uma vivência espiritual mais intensa, mais pura, levando-o à sua renovação interior.
Quando Allan Kardec questionou os Espíritos sobre quem teria sido o ser mais evoluído à face da Terra, recebeu uma resposta tão curta quanto profunda: “Vede Jesus!”. Esta resposta significa tão só: analisemos os seus ensinamentos, as suas atitudes, no sentido de tentarmos igual procedimento no dia-a-dia como a única forma de sermos mais felizes.
Jesus de Nazaré será sempre uma referência para a humanidade: uma referência iluminadora para uns, perturbadora para outros, mas mesmo estes não deixarão um dia de ver nele a luz ao fundo do túnel para os seus problemas existenciais, que os catapulte para o êxito espiritual. Os ensinamentos de Jesus são universais e como tal não são pertença de ninguém, de nenhuma instituição de qualquer cariz, mas sim para toda a humanidade.
Gandhi referia que a doutrina de Jesus era a mais bela que conhecera à face da Terra e que bastaria que 1/3 daqueles que dizem seguir Jesus colocassem em prática essa doutrina para mudar a face da Terra, socialmente falando.
Com Jesus, somos chamados à aplicação dos seus ensinamentos: ética, rigor, rectidão no proceder, renúncia, serenidade interior baseada na honestidade, na fraternidade, no companheirismo desinteressado, que conduz ao Amor, a um sentimento de irmandade universal para com todos os seres do Universo, aumentando assim a nossa espiritualidade.
Sendo a estratégia um conceito tão popular nos dias que correm, aplicável nos múltiplos recantos da sociedade, urge que a humanidade se interrogue porque teima numa estratégia que tem provado não conduzir à felicidade: a estratégia do ego, do orgulho, do egoísmo, da vaidade.
Não estará na hora de dar uma oportunidade a uma estratégia diferente, apresentada há dois mil anos por Jesus de Nazaré?
Afinal, será que Jesus é, para nós, um modelo e guia ou são apenas palavras de belo efeito sem qualquer consequência prática?

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