7.12.09

Isto dá que pensar...



Medicina e Espiritismo são conceitos diferentes, no entanto, com fronteiras que se tocam, numa permuta de experiências em prol da descoberta do homem integral. Tivémos conhecimento de um caso, ocorrido na região Oeste, em que os conhecimentos espíritas foram preciosos auxiliares na solução de um caso clínico. Isto dá que pensar, principalmente aos médicos ainda desconhecedores da componente espiritual do homem. 

Joana é uma mãe que como todas as outras carrega na sua bagagem da vida alguns contra-tempos. Naquele dia, em especial, as coisas não andavam nada bem com o seu esposo, José, que lhe fazia a vida difícil. Joana é médium, isto é, possuidora de uma percepção paranormal que lhe permite sentir a presença de pessoas desencarnadas (fora do corpo de carne devido à morte do corpo físico) ou espíritos, como vulgarmente se diz. Devido à sua apurada sensibilidade, todo aquele acumular de emoções descontroladas provocaram sem que saiba como, uma alteração do seu estado de consciência. Sentiu-se mal, telefonou a uma amiga e foi conduzida ao Hospital da cidade em que reside. Não se recorda de o ter feito. Deu entrada nas urgências do Hospital, no dia 1 de Julho de 1995. Não conhecia ninguém: nem o actual filho, nem o marido, nem os amigos. No entanto estava lúcida, falava com os médicos de serviço, só que, estava hà 15 anos atrás, vivenciando uma experiência traumática em que lhe tinha morrido um filho de tenra idade. 
A sua realidade reportava-se ao dia do enterro do filho, a uma outra cidade onde vivera hà quinze anos, os nomes dos familiares, tudo batia certo e foi confirmado pelo José, seu actual marido. Só que ela, Joana não conhecia o seu actual marido com quem se consorciara há pouco tempo. Estava pois em estado de regressão de memória, vivenciando integralmente esse tempo.
Bem atendida pelos médicos de serviço, estes entenderam que seria um caso de psiquiatria e, como tal, seria transferida para Coimbra de molde a ser atendida por um clínico dessa área, um psiquiatra.

O Espiritismo é um precioso auxiliar da medicina

Uns amigos de Joana, conhecedores da sua situação e sabendo que em tal processo havia nuanças espirituais obsessivas, isto é, influência perniciosa e temporária por parte de espíritos, solicitaram junto de um dos médicos de seviço que os deixassem com ela por breves momentos, que o problema era de índole espiritual e não física, que possivelmente se resolveria. O clínico ficou perplexo, embora já tivesse ouvido falar “dessas coisas”, estava como que encostado à parede. Entre hesitações perante o inedetismo da situação, lá concordou tendo conduzido a paciente a um corredor contíguo às urgências. Encontraram-na naquele estado, chorando e falando do funeral do filho. Não os conheceu. Foi em vão que estes chamaram por ela e tentaram identificar-se. Discretamente aplicaram-lhe um passe magnético (transfusão da bioenergia, através da mente, utilizando a imposição das mãos), solicitando em prece conjunta, o auxílio dos espíritos amigos para aquela situação delicada. Naquele estado alterado de consciência foi fácil notar a intervenção dos espíritos obsessores, através da manifestação dos mesmos pela mediunidade de psicofonia (conhecida por “incorporação”). No entanto, passados uns dez minutos, nota-se repentinamente uma alteração do estado de consciência e a Joana abre os olhos e muito espantada (meio assustada), reconhecendo os seus amigos, pergunta-lhes o que está ali a fazer, o que aconteceu. Não se lembrava de nada.
Era tudo muito esquisito.
O clínico estava espantado, verificou a veracidade dos factos - estava em estado normal, sabia o nome das pessoas, quem era, em que dia estava e não se lembrava de nada do que ocorrera - e providenciou a alta. Aquela doente “psiquiátrica” que estava prestes a ser transferida para Coimbra, onde possivelmente seria encharcada com antidepressivos e correlatos, de repente deixou de o ser, sem se saber bem como. Explicações? Os clínicos estavam confusos. Foi explicado, um pouco à pressa, o que se tinha passado a um deles. A simplicidade das palavras possivelmente deram que pensar. Também não admira que os médicos, na sua maioria (pois muitos já conhecem o espiritismo e o benfício que este pode proporcionar às pessoas) desconheçam estes factos. Eles lidam diariamente com casos de obsessão espiritual, sem que descortinem o que se passa. Geralmente os pacientes ficam referenciados como histéricos, ou portadores de patologia nervosa. É a resposta ao desconhecido.
Lá virá o tempo em que o homem não será mais considerado um corpo de carne, mas sim um espírito eterno que tem um corpo de carne, temporariamente. Este tipo de acontecimentos e outros (como por exemplo os casos de morte aparente relatados pelo Dr Moody Jr no seu livro “A Vida depois da Vida”, edições caravela) servem entretanto para ir despertando muita gente para uma verdade insofismável, que o espiritismo já comprovou: a vida continua após a morte do corpo físico e é possível contactar e inter-agir com o plano espiritual (“O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec).

Portugal, 1995

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