8.12.09

A invasão da mediunidade


Mediunidade ou percepção extrasensorial é quase a mesma coisa. Nomes diferentes para a mesma situação: capacidade de percepcionar o mundo dos Espíritos. Ela aí está, presente na casa de ricos, pobres, cultos, incultos, como que a alertar para uma realidade que teimamos em ignorar. Como lidar com esta situação?

Muitos são os casos de pessoas com sintomas estranhos, sensações esquisitas que lhes causam mal-estar físico e psíquico. Procuram nos gabinetes médicos a solução para os seus males, sem conseguirem, na grande maioria dos casos, atinarem com as causas de tais males. Geralmente, depois de grande peregrinação pelos gabinetes médicos acabam por pedirem ajuda numa associação espírita. Muitas vezes adentram estas associações contra vontade, forçados pelas circunstâncias. Após orientação doutrinária, estudo, aprendizagem, apoio espiritual e muita paciência, a pessoa aprende a lidar com essa nova situação para a qual não estava preparada. Muitas buscam a solução dos seus “males” em charlatães, que a cobro de muito dinheiro prometem a cura de tudo e mais alguma coisa. Desenganem-se os incautos, pois a mediunidade ou percepção extrasensorial ... não tem cura, pois não é nenhuma doença.
Recordamos uma entrevista que o Prof. Dr. Mário Simões, médico, psiquiatra, professor universitário, concedeu à revista Notícias Magazine, em Março de 1998, Portugal, onde afirmava que as associações espíritas desempenhavam grande serviço junto da comunidade pois conseguiam lidar com situações para as quais a comunidade científica não estava preparada. Foi um reconhecimento corajoso, o deste médico, que não sendo espírita decerto se depara todos os dias com clientes com sintomatologia desse género.
A mediunidade é pois uma faculdade humana, uma espécie de sexto sentido, que todos possuímos. Uns têm-no em estado latente, adormecido, outros têm essa faculdade bem desabrochada (são os chamados médiuns) e outros têm essa faculdade numa fase inicial em que desponta.

Temos pois o espiritismo, como precioso auxiliar da medicina
na compreensão do homem integral, bem como no entendimento
de todas as intercorrências relacionadas com a sua saúde mental e física

Como é lógico, o homem que se encontra imerso nos problemas do quotidiano, não cogitando da sua condição espiritual, não sabe lidar com esta situação nova e como tal isso reflecte-se no seu bem-estar psicofísico. Há pois a necessidade da aprendizagem para que aos poucos essa faculdade nova deixe de ser um elemento perturbador para passar a ser mais um sentido que a pessoa possui e que pode ser muito útil para a sua evolução espiritual, bem como para o auxílio ao próximo.
Sendo uma faculdade normal, ela tem despontado em todos os lares, de ricos e pobres, de pessoas cultas e com menos cultura, como um alerta que o mundo espiritual manda constantemente para todos nós para que assim abramos a nossa mente para outro estilo de vida mais condizente com a nossa condição de seres eternos. Com a mediunidade, a espiritualidade alerta a humanidade para a continuidade da vida após a morte do corpo físico, alertando-a para várias leis que regem o intercâmbio entre o mundo corporal e o mundo espiritual, alertando o homem para a necessidade da sua renovação interior, na busca da felicidade própria e alheia.
Vários casos curiosos têm acontecido connosco, na nossa associação, nas Caldas da Rainha, como em tantas outras por esse mundo fora. Pessoas aparentemente desequilibradas por algo que não dominam e facilmente catalogadas de “doentes dos nervos” tornam-se pessoas “normais” após aprenderem a lidar com essa nova situação na sua vida. Temos pois o espiritismo, como precioso auxiliar da medicina na compreensão do homem integral bem como no entendimento de todas as intercorrências relacionadas com a sua saúde mental e física.
Há tempos uma senhora entrou de urgência no hospital da nossa cidade. Alertados por um familiar de que essa pessoa iria ser transferida para Coimbra com informação de patologia psiquiátrica, e sabendo que essa pessoa não possuía nenhum desses problemas, estando apenas de momento a passar por desequilíbrio decorrente de situações conflituosas na sua vida, demandámos em direcção ao hospital. Felizmente, estava presente, de serviço, médica nossa conhecida que era sensível a estas situações pois já tivera ocorrências na família em que seres falecidos comunicavam com a sua avó, que era portadora de faculdade mediúnica (era médium, sem saber). Pedimos-lhe se podíamos ficar breves momentos com a “doente”, num corredor contíguo à urgência e passados breves momentos a “doente psiquiátrica” estava boa, perante o espanto dos restantes clínicos. Teve alta e regressou a casa.

Cientistas continuam a pesquisar a mediunidade,
como uma faculdade perfeitamente normal,
tal como outras que o ser humano possui

Posteriormente, falando com médica estagiária, ela referia, ao contarmos esta situação, que de facto acontecem coisas muito esquisitas nas urgências e que seria bom ter alguém das associações espíritas presente para auxiliar. Sorrimos perante a inevitabilidade que bate à porta dos médicos hoje: a necessidade de estudarem a mediunidade para melhor poderem entender os seus doentes.
Felizmente existem já vários médicos (alguns nas Caldas da Rainha) em Portugal que conhecem a mediunidade, que sabem da possibilidade do contacto com o mundo espiritual e que acabam por orientar as pessoas portadoras dessa perturbação passageira, para associações espíritas idóneas, onde não exista comércio nem aceitação de pagamentos.
Como curiosidade, e a corroborar o que aqui afirmamos, a Fundação Bial tem financiado várias bolsas de estudo para pesquisa científica na área da paranormalidade. De realçar que uma médica psiquiatra da capital, ganhou precisamente uma bolsa de investigação científica na área da mediunidade, onde vários médiuns serão analisados, investigados, no sentido de se procurar entender esta faculdade que cada vez mais vai adentrando as casas de todos nós.
Uma sugestão para os interessados: a leitura de dois livros fantásticos: «O Livro dos Espíritos» e «O Livro dos Médiuns», ambos de Allan Kardec, duas obras essenciais para o entendimento da mediunidade.

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