8.12.09

Falar com os Espíritos: um caso real...



O Espiritismo tem vindo a investigar os factos espíritas desde 1857, factos esses que comprovam a imortalidade da alma bem como a possibilidade de se comunicar com as pessoas que já largaram o corpo físico, pelo fenómeno natural da morte. Veja um caso interessante passado nas Caldas da Rainha, na Associação Cultural Espírita.

Como habitualmente, naquele dia da semana, numa 3ª feira, decorria uma reunião de desobsessão, onde há intercâmbio com o mundo espiritual. Nesse tipo de reuniões, um grupo de pessoas que estejam preparadas para essa tarefa (que já tenham estudado o espiritismo e que reúnam alguns requisitos para fazerem parte desta actividade), disponibiliza-se para auxiliar pessoas que do outro lado da vida ainda se encontram em situações de sofrimento, revolta ou ódio, e que muitas vezes, com esses sentimentos, interferem com a vida daqueles que ainda estão no corpo de carne (nós, os chamados “vivos”). Naquele dia, íamos passar um pedido de auxílio para uma senhora de Paços de Ferreira, Portugal, que além de vários problemas de ordem física, bem diagnosticados, sendo uma pessoa com percepções extra-físicas, sentia amiúde presenças desagradáveis junto dela. Curiosamente, essa senhora não sabia que iríamos fazer um pedido de auxílio espiritual em seu favor (o que descarta a hipótese da sugestão), pois fora uma sua amiga, que sem ela saber nos pedira essa ajuda, vendo-a passar muitas dificuldades.
Iniciada a reunião, e quando chegou a vez de passar o pedido de auxílio referente a esta senhora, manifestou-se num dos médiuns, que fazem parte desta equipe de trabalho nesta associação, uma pessoa já falecida há cerca de uns 10 anos e que por motivos que não nos cabe agora mostrar, andava por ali no lar daquela senhora, perturbando-a sem saber o que estava a fazer.

Diariamente, nas associações espíritas, um pouco por todo o mundo,
estabelece-se um contacto saudável com os chamados “mortos”
que estão tão vivos como nós.

Este tipo de situações acontece frequentemente, já que a morte do corpo físico não é um acto milagroso e como tal nós continuamos na vida espiritual tal como éramos na vida carnal – com os nossos defeitos e virtudes bem como com as nossas tendências. Se aliarmos a isso um profundo desconhecimento da vida espiritual por parte das pessoas, fácil é constatar que a grande maioria fica um pouco atordoada quando se vê fora do seu corpo de carne, sem perceberem sequer que o seu corpo morreu, nem qual a sua situação actual. Mas, voltemos ao caso em pauta.
Um dos elementos do grupo começou a conversar com o referido Espírito (o falecido) explicando-lhe que se ele quisesse poderia receber ali auxílio espiritual e começar uma nova vida noutros planos da existência, entre outros esclarecimentos básicos. Entretanto, esse esclarecedor que falava com o “falecido” através de um médium presente na reunião, começou a ouvir um “tic-tac” nítido como se estivesse ali presente um daqueles relógios despertador antigos (em metal) que faziam um “tic-tac” sonoro e até desconfortante. Naquela altura, o Espírito pediu por favor que lhe tirassem dali aquele barulho do “tic-tac”, “que já não o podia ouvir”, “que estava farto de o ouvir”. Conversando com esse Espírito, lá o conseguimos desvincular dessa ideia e aos poucos esse “tic-tac” foi desaparecendo, deixando de ser audível por todos os presentes da reunião. Ficámos espantados, pois pensámos que alguém, por algum motivo desconhecido, tivesse levado um desses despertadores barulhentos para a sala de reunião e não mais pensámos no assunto. No entanto, ficava o enigma dele se ter calado repentinamente com o seu “tic-tac” tal como começara de repente.
Quando terminámos a reunião, fazendo uma análise de tudo o que acontecera no sentido de se tentar auxiliar as pessoas, foi com espanto que verificámos que não havia nenhum relógio desses na sala de reuniões nem tão pouco em toda a associação. De realçar que o “tic-tac” foi ouvido pelos oito elementos que fazem parte dessa reunião, sem margem para dúvidas, não havendo hipótese de alucinação auditiva pois todos os elementos o ouviram de igual modo, nem tão pouco de sugestão pois o referido barulho aparecera antes de o Espírito referir que não suportava esse barulho do relógio lá na casa da senhora, em Paços de Ferreira.

O espiritismo demonstra de maneira séria e objectiva que a vida continua,
sendo a morte apenas uma mudança de plano existencial para o Espírito.

No dia seguinte, comunicámos telefonicamente com a amiga dessa senhora de Paços de Ferreira já que essa amiga é que nos solicitara o auxílio para a dita pessoa (que desconhecia totalmente o pedido de auxílio em seu favor por parte da sua amiga). Contámos-lhe o caso interessante, que se engloba nos fenómenos de efeitos físicos, e ela ficou de tentar, discretamente, saber junto dessa senhora se ela possuía algum desses relógios-despertador em sua casa.
Passados uns dias, recebemos um telefonema, referindo-nos essa amiga que de facto, a senhora necessitada tinha um desses relógios em casa, e há uns tempos, não lhe suportando a presença devido à sua sonoridade, guardara-o no sótão.
O curioso da questão é que sendo essa senhora médium, ela deve ter assimilado a vontade do Espírito, que não suportava o barulho do despertador e que ela como sensitiva deve ter captado esse pensamento fazendo aquilo que ele desejava.
Esclarecido esse Espírito, a situação alterou-se, tendo a referida senhora deixado de sentir essas presenças desagradáveis em sua casa.
Um facto curioso que ninguém podia adivinhar, nem saber (até porque nenhum dos elementos componentes da reunião conhece essa senhora), entre outros factos chamados paranormais, que são muito comuns diariamente, e que são perfeitamente normais para quem conhece a doutrina espírita.
Aos interessados deixamos uma sugestão de leitura: «O Livro dos Médiuns» bem como «O Livro dos Espíritos», ambos de Allan Kardec, para uma melhor compreensão destes factos.

2 comentários:

Vi disse...

Olá. Não pude deixar de rir, apesar da seriedade do assunto. Perdoe-me por isso. Mas, caro confrade, se puder me esclarecer esta dúvida, lhe serei grato: qual a força necessária para mover um copo dessas brincadeiras? É necessária a presença de um médium de efeito físico ou as energias do grupo reunido são já suficientes? Pergunto isso porque, como adolescente que fui, experimentei uma única vez - e não deu certo. Já outro grupo de amigos, à mesma época, foram vítimas de um zombeteiro, quase igual ao de sua amiga, perturbando-os por toda madrugada enquanto contava piadas, anedotas, satirizava e se divertia, visivelmente. Fiquei a pensar, rememorando fatos que já se vão há mais de quinze anos... Pois, se for somente a presença de um médium especialista o possibilitador, é possível que essa faculdade não seja tão rara assim, afinal. Por outro lado, se for pela força da união do grupo, juntos em sua vontade, que dirá do que seremos capazes de realizarmos juntos, em benefícios de outrem! Confesso que não havia pensado nisso até então. E pensar que deu-se por uma brincadeira...
O que o amigo acha?
Abraço fraterno,
Vinicius,
Votuporanga - Brasil

José Lucas disse...

Para este tipo de fenomenologia tem de haver sempre alguém que tenha mediunidade de efeitos físicos, de modo a que esse ectoplasma que liberta seja utilizado para agir sobre a matéria

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