8.12.09

Ela voltou do Além?


Quem já não ouviu falar de mortes aparentes? Isso mesmo, aquelas pessoas que são dadas como mortas, clinicamente, e que depois voltam ao corpo relatando todo um conjunto de factos passados, por vezes, em sítios fora da sala onde o corpo se encontra e, que pôem os médicos perplexos.

Em Portugal há muitos casos desses. A maioria escuda-se no silêncio com medo de ser apelidado de louco. Encontrámos uma senhora que teve uma situação parecida com uma morte aparente.
Com 39 anos de idade (em 2000), a Teresa é natural de Lisboa. Teve a coragem de nos contar o seu caso, aliás muito parecido às já famosas Esperiências de Quase-Morte (EQM's), largamente estudados por muitos cientistas, médicos e outros, e que tiveram maior repercussão com os mundialmente famosos casos do Dr. Raymond Moody Jr. consignados no best-seller "Vida depois da Vida" e "Reflexões sobre Vida depois da Vida", ambos editados pela editora caravela e à disposição em qualquer livraria do país.
Vamos pois ao relato:
" Quando tinha 34 anos fiz uma tentativa de suicídio, em virtude do estado de perturbação em que me encontrava e que se misturou a uma situação difícil da minha vida. Digamos que foi uma tentativa de suicídio não muito consciente. Não me lembro de quase nada... Da cidade onde vivo presentemente, fui mandada para Lisboa para ficar ligada ao ventilador, no Hospital de Stª Maria. Na zona de Alverca, a caminho do hospital, o médico e o enfermeiro que me acompanhavam deram-me como morta, mas como já estavam à espera em Stª Maria, o condutor insistiu para que continuassem, pois tanto valia entrar morta num lado, como noutro. Em Stª Maria, tentaram reanimar-me com choques eléctricos para depois ser ventilada, pois já não levava vestígios de vida, segundo me contaram. A determinada altura, começo como num género de acordar, começei a ver-me assim como que acima do meu eu, eu via o que se estava a passar. Vi ligarem-me à máquina (ao ventilador), começo a ver os médicos todos e toda aquela azáfama de tentativa de salvação da vida e fiquei como que suspensa no ar a ver toda aquela atrapalhação.

Um caso interessante

Lembro-me muito bem de ver o meu corpo numa maca, eu inclusivamente estava toda nua, só tinha um lençol por cima; lembro-me de que estava muito inchada, totalmente deformada, pode-se dizer que não reconheci as minhas feições; tinha muitos tubos, lembro-me deles no nariz, na boca. Depois de ligada ao ventilador, fiquei em coma profundo. Puseram-me soro, já não era aquela correria do princípio... Uma das coisa de que ainda me recordo foi um comentário feito em relação ao cheiro da urina, que era bastante desagradável e com uma cor muito esquisita. O cheiro metia impressão à própria enfermeira. Estive três dias em coma profundo e mais três em semicoma. Eu tenho um problema que é o facto de ser muito difícil de encontrar as minhas veias e de ser muito difícil aguentar o soro. Há uma altura em que a enfermeira vem para me colocar o soro no braço, estava a tentar picar e eu respondo-lhe que ela escusava de pôr soro ali porque a veia ia rebentar."
Nesta altura, em que situação estava?
"Estava em coma profundo, sentia-me fora do corpo e a assistir a tudo. O corpo respondeu aquilo, porque eu sabia que aquela veia ia rebentar, pois ela sempre rebentou quando era necessário picar. Quando a enfermeira ouviu o corpo a falar, deve ter-se assustado, pois largou tudo e desatou a correr.

Sentia-me fora do corpo e a assistir a tudo

Passado um pouco regressou com a médica, mas não lhe deve ter contado nada, pois vinha a dizer-lhe que não tinha conseguido encontrar a veia. Eles picaram a referida veia, e quando o soro começou a correr a veia rebentou. Essa enfermeira nunca mais ficou sozinha comigo. Não sei porquê. Talvez tivesse medo, depois do que aconteceu. Outro aspecto importante é o facto de o meu organismo regeitar o leite. Eu estava entubada, vinha a empregada com uma caneca de leite que me seria ministrado pelo tubo. Lembro-me que a caneca não era de vidro e apercebi-me do que continha em virtude de estar a ver o panorama "de cima". Eu sabia que o meu corpo ia regeitar o leite e que ia vomitar. Ao ser-me ministrado o leite, ao saber que ia vomitar, o corpo voltou-se de lado, eu própria o fiz, com medo de ficar engasgada (estava de barriga para o ar). As enfermeiras amarraram-me, possivelmente pensando que estaria a reagir e a querer saltar do local onde estava. Estava ainda fora do corpo, em estado de coma profundo. A explicação que eles me deram é que eu estava a começar a agitar-me e que queria saltar da maca. Por isso amarraram-me. Lembro-me muito bem de ter voltado ao corpo. Já estava na enfermaria. Comecei a sentir o corpo mais pesado e comecei a tentar movimentar-me."
Que sentiu quando estava fora do corpo?
"Parecia que estava a acordar de um sonho, sentia-me muito, muito leve, muito liberta, mas ao mesmo tempo com um sentimento de culpa muito grande. Parecia que estava a acordar de qualquer coisa. Quando voltei ao corpo foi com a sensação de que tinha de regressar, porque tinha de continuar a minha vida na Terra. Estava com um sentimento de culpa pelo que tinha feito e estava consciente de que queria voltar e continuar o que já tinha começado na minha vida."
Ela voltou do Além? Todas as evidências relativas a casos destes e de outro género, bem mais acutilantes, indiciam que sim, demonstrando a sobrevivência do espírito e a sua independência em relação ao corpo físico. Para os mais interessados recomendamos os livros acima citados, do médico e filósofo Dr.Raymond Moody Jr., bem como "O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec, que explica todos esses casos e muitos mais, bem como o que eles significam.

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