8.12.09

A droga e o depois...



Há dias, falando com uma adolescente, ela confirmava-me que quase todos os seus colegas já tinham experimentado um “charro”. Um outro jovem, de 17 anos, igualmente utilizador do “charro”, dizia à sua mãe que quando quisesse pararia de se drogar (afirmação que quase todos os toxicodependentes já falecidos fizeram quando ainda estavam na Terra).

Questionamo-nos do porquê deste vício que destrói vidas, cada vez mais novas.
Olhamos para o mundo e vemos uma sociedade consumista, imediatista, onde o conceito do “self-service”, o conceito do “fast” parece tomar conta das nossas vidas. Nesse sentido, os jovens começam desde muito cedo a experimentar de tudo um pouco, e, sem alicerces morais bem fortes, facilmente se cansam da vida, ficando sem horizontes para a mesma, para o seu futuro. Alguns embrenham-se ainda mais fortemente no vício da toxicodependência, outros adentram-se pelo suicídio, todos eles buscando aquilo que ainda não encontraram na vida ou até buscando fugir dela.
Se os efeitos sobre o corpo físico são por demais evidentes, (hoje é ponto assente que as drogas destroem o cérebro, limitam enormemente a vida e matam), poucos cogitam dos efeitos nefastos que as drogas têm sobre o ser espiritual, sobre o Espírito eterno que está temporariamente neste corpo de carne e sobre o perispírito (corpo espiritual que acompanha o Espírito ao logo da eternidade, permitindo-nos assim sermos uma individualidade).
É cada vez mais urgente informar acerca de quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

O uso de drogas para além de destruir o corpo físico,
afecta o corpo espiritual, com consequências nefastas
para a próxima reencarnação

A Doutrina Espírita (ou espiritismo) demonstra que somos imortais, mostra-nos a reencarnação, a comunicabilidade dos espíritos e, assim sendo, todos os paradigmas existenciais mudam, se formos conscientes.
Conscientes e alertados de que afinal somo seres imortais, que estamos temporariamente num corpo de carne e que voltaremos a este mundo com um novo corpo de carne após a morte (factos estes sobejamente pesquisados por vários cientistas em todos o mundo desde meados do século XIX até aos dias de hoje), o homem olhará para a sua vida de outra maneira, não tão imediatista, não tão materialista, mas verá sim, nas dificuldades, nas alegrias, nas tristezas, oportunidades existenciais de sermos ainda mais felizes, de ultrapassarmos provas e expiações que nos empurrarão para novas experiências e assim sucessivamente, até que um dia sejamos seres burilados espiritualmente, evoluídos, espiritualizados o suficiente, para já não mais precisarmos de reencarnar.
A droga é um dos maiores flagelos sociais. Quem nela entra dificilmente sai, desperdiçando uma oportunidade de vida. Sai desta vida destroçado, perdido, voltando à Terra com inúmeros problemas orgânicos, mais a tendência inata para a droga, quando os problemas surgirem. Quando intoxicamos o nosso corpo, destruindo-o com o uso de drogas, acabamos por afectar o nosso corpo espiritual (perispírito), corpo espiritual esse que será o molde energético do futuro corpo de carne em futura reencarnação.
Drogando-se, o ser humano sofre um embotamento da razão, perde faculdades, perde o seu projecto evolutivo que fizera antes de reencarnar, e que vai ter de repetir em futura reencarnação, com a agravante de vir em piores condições físicas, derivado das doenças consequentes do uso de drogas. Sofre assim uma estagnação intelectual e espiritual, perde tempo, sofre no mundo espiritual (pois aí se adentra na qualidade de um suicida) e também no mundo físico em futura vida, comprometendo a sua futura reencarnação. Quem se droga sofre quase sempre de influência espiritual perniciosa (obsessão), com espíritos que lhe são afins nos seus gostos.

Conhecendo a sua realidade espiritual, o homem consciente muda de atitude.

A Doutrina Espírita, se estudada e bem compreendida, é um dos maiores preservativos contra o suicídio e o uso de drogas, já que o homem, consciente da sua condição espiritual, tudo fará para sair com êxito da vida, para evoluir intelectual e moralmente, até que um dia pela lei natural da vida o seu corpo perca a vitalidade e morra.
É por isso urgente evangelizar os adolescentes e os jovens, esclarecendo as pessoas da sua condição de espíritos eternos, não como crenças mas sim como factos inquestionáveis perante as observações que o mundo nos presenteia, apontando para a imortalidade do ser.
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar tal é a lei” é sem dúvida nenhuma um paradigma que não mais se poderá ignorar, sob pena de atrasarmos a nossa evolução espiritual, adentrando os charcos do sofrimento na vida terrena, até que um dia assumajos a nossa condição de seres espirituais, eternos, e vivamos em consonância com esta realidade. 
A leitura e estudo de «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec, bem como restante bibliografia deste autor, são fundamentais para o entendimento da vida para além da morte. Conhecendo esta realidade, o vazio da vida que muitas vezes nos atira para o charco das drogas, desaparece, perante novos horizontes existenciais mais ricos de oportunidades e mais felizes.

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