15.11.09

Reencarnação: mito ou realidade? (II)



Depois de termos efectuado um rápido bosquejo histórico acerca da crença na reencarnação, nas mais diversas culturas e sociedades ao longo dos tempos, vamos hoje abordar os casos sugestivos de reencarnação (C. S. R.), de um modo geral, para nos adentrarmos mais particularmente nesses mesmos casos nos artigos seguintes.

Se outrora a reencarnação (a acção de um Espírito voltar a um novo corpo de carne) era uma questão de crença das mais diversas culturas, hoje ela adentra-se nos gabinetes de pesquisa científica e só mesmo o preconceito cultural poderá fazer com que se ignore as inúmeras evidências científicas em torno da reencarnação.
De um modo geral poderemos enumerar quatro tipos de casos sugestivos de reencarnação: 1- os meninos-prodígio; 2 – as crianças que se lembram de vidas anteriores; 3 – os casos de Espíritos que se comunicam informando que vão reencarnar, onde e com que características; 4 – as terapias regressivas a vivências passadas. 
No que concerne aos meninos-prodígio como explicar as suas faculdades extraordinárias sem o recurso à tese da reencarnação? Com a teoria da reencarnação podemos encontrar nos meninos-prodígio seres mais evoluídos intelectualmente, que voltam com uma determinada missão de dar um “empurrão” à sociedade nas mais diversas áreas do conhecimento, seja na arte, na ciência, na religião, entre outras áreas da vida. O menino-prodígio é alguém que volta, com conhecimentos adquiridos em vidas anteriores e que por um processo que desconhecemos tem capacidade de aceder aos conhecimentos que transporta de vidas passadas, com muita facilidade.

Existem quatro tipos de evidências da reencarnação:
meninos-prodígio, crianças que se lembram de vidas anteriores,
comunicações espirituais, regressão de memória

No que concerne aos casos de crianças que se lembram de vidas anteriores, eles são aos milhares pelo mundo fora, de tal modo que têm sido largamente pesquisados por cientistas de renome mundial e mundialmente respeitados como o Dr. Ian Stevenson, médico psiquiatra nos EUA, o Eng.º Hernâni Guimarães Andrade no Brasil, o Dr. Hemendra Banerjee na Índia, entre muitos outros. São casos de tal modo evidentes que conseguem sobreviver a qualquer outro tipo de explicação que se tente arranjar. Ian Stevenson, afirmou este ano (2002) na Ordem dos Médicos, no Porto, Portugal, que «hoje em dia qualquer pessoa racional pode acreditar na reencarnação com base em provas», numa declaração impressionante pelo seu conteúdo e pela base científica que ela encerra.
Outro tipo de pesquisa igualmente desconcertante é aquela que envolve comunicações através de médiuns, informando o Espírito X que irá reencarnar na família Y, com esta ou aquela característica o que vem a confirmar-se à posteriori. Tais casos aconteceram ao tempo de Allan Kardec, em meados do século XIX e no século XX com o conhecido médium brasileiro Francisco Cândido Xavier, bem como outros pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), orientado pelo Eng.º Hernâni Guimarães Andrade.
Por último podemos abordar de leve as terapias regressivas a vivências passadas, onde pacientes em estado modificado de consciência têm fornecido dados incríveis, que não poderiam conhecer nesta vida e que depois de pesquisados são confirmados, inclusive dados referentes a outras épocas da humanidade e a outros países.

Os casos sugestivos de reencarnação
são cada vez mais levados a sério pelos homens de ciência

Tais pesquisas são de tal modo evidentes, fortes, que hoje, uma grande parte dos cientistas que lidam com a psique humana não podem deixar de se orientar pela corrente da psicologia chamada de transpessoal, isto é, a ideia de que somos mais do que simples corpos de carne, de que somos Espíritos imortais temporariamente em corpos de carne.
Allan Kardec, (pseudónimo do conhecido e conceituado sábio parisiense, professor Rivail) após anos a fio de pesquisas dos factos espíritas compilou a doutrina espírita, ou melhor codificou-a, depois desta ter sido ditada pelos Espíritos através de inúmeros médiuns e deixou sempre uma orientação segura para os espíritas: «a verdadeira fé é aquela que enfrenta a razão face a face em todas as épocas da humanidade», deixando o ensinamento de que se algum dia a chamada ciência oficial provar que um único postulado espírita está errado então devemos abandoná-lo e seguir o postulado então descoberto pela ciência oficial.
Curiosamente, nos mais variados vectores do mundo científico, as novas descobertas têm vindo atestar a veracidade dos ensinamentos dados pelos seres espirituais e compilados por Allan Kardec na monumental obra que ele deixou à humanidade: «O Livro dos Espíritos», «O Livro dos Médiuns», «O Evangelho Segundo o Espiritismo», «O Céu e o Inferno» e «A Génese».


Bibliografia recomendada: www.adeportugal.org

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