22.11.09

A morte do suicídio (VI) – conclusão


Terminamos hoje, uma série de artigos dedicados ao suicídio, analisado à luz da Doutrina Espírita. As conclusões são mais que surpreendentes, após conhecermos a Doutrina Espírita (ou Espiritismo).

Quem se suicida, pensa que faz o mais acertado, para se livrar de alguma agrura que pensa ser inultrapassável. Tudo seria normal, se após a vida corporal nada mais existisse, como advogam as correntes materialistas. No entanto, com o advento da Doutrina Espírita, em 1857, altura em que foi lançada a magistral obra «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec, as crenças na imortalidade do Espírito deixaram de fazer sentido, já que essa imortalidade foi demonstrada à saciedade.
Desde comunicações espirituais em línguas desconhecidas (fenómenos de xenoglossia), desde as mensagens cruzadas (um médium recebia uma parte da mensagem e outro médium, por vezes em local distante, desconhecendo-se mutuamente, recebia a outra parte, que juntas faziam um todo), desde as materializações de objectos, os fenómenos de transporte de objectos sem interferência humana directa, desde os fenómenos de ectoplasmia (materialização temporária de espíritos), até todo um rol de fenómenos espíritas, quer de efeitos físicos quer de efeitos inteligentes (leia-se “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec), existem múltiplos fenómenos espíritas que atestam a imortalidade do Espírito, fenómenos esses que hoje estão a ser estudados, pesquisados por outros cientistas, não espírita, que chegam às mesmas conclusões, atestando assim a universalidade dos conceitos espíritas.
Se a imortalidade do Espírito está demonstrada, se a reencarnação é hoje um facto aceite pela comunidade científica menos ortodoxa, então estes conhecimentos vêm retirar qualquer validade ao acto de se suicidar, já que seria uma perda de tempo, uma vez que a pessoa não morreria, largando apenas o corpo de carne, continuando no mundo espiritual com os problemas existenciais que levou da Terra, acrescidos agora do remorso do acto tresloucado cometido, do sentimento de culpa, e toda uma gama de sofrimentos inerentes ao suicídio.
Referem as pessoas que se suicidaram, e que se manifestam vez por outra nas reuniões de intercâmbio com o mundo espiritual, nas associações espíritas, que os sofrimentos de um suicida são inenarráveis, não havendo palavras na nossa linguagem para descrevê-los. Indubitavelmente, esses sofrimentos serão sempre proporcionais ao grau de responsabilidade da pessoa que se suicidou, às condições de lucidez que tinha no momento, entre outros factores que nos escapam.

O conhecimento da Doutrina Espírita
tem evitado muitos suicídios na sociedade.

O suicídio, não causa somente sofrimentos indescritíveis no plano espiritual, enquanto espera novo ensejo de reencarnar, mas também se repercute, de um modo geral, na futura reencarnação, afectando o equilíbrio do futuro corpo físico, já que o “molde”, o corpo espiritual, vem desequilibrado pelos tormentos mentais que o suicida experimenta. Paralelamente, o suicida, voltará ao palco da vida carnal, com novo corpo, mas tendo de voltar a passar pelas mesmas expiações e provas por que passou na vida anterior, que o levaram ao suicídio, até que aprenda a superá-las, escorado na confiança em Deus. Numa comparação simplista, poderíamos identificá-lo com o aluno que reprovou de ano, e terá o enfado de voltar à mesma escola, mesma sala, mesmos conteúdos, até que consiga ser aprovado no exame.

A Doutrina Espírita (ou Espiritismo), que não é mais uma seita nem mais uma religião, vem trazer ao homem a explicação do porquê da vida, de quem somos, de onde vimos e para onde vamos, explicando o porquê do sofrimento, da dissemelhança de oportunidades, e do objectivo da nossa reencarnação: evoluir intelectualmente, no contacto uns com os outros, e evoluir moralmente, seja resgatando erros do passado sob a forma de aflições ou trabalhos de entrega ao próximo, seja evoluindo moralmente com as provas que as contingências da vida nos proporcionam.
A Doutrina Espírita, afigura-se assim, como o melhor preservativo contra o suicídio, que conhecemos, daí a necessidade de a devermos divulgar junto de quem não a conhece, para que amanhã não sintamos a consciência culpada de termos colocado a luz sob o alqueire.

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec

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