15.11.09

Aparições no momento da morte (I)



Momentos antes de morrer, muitas pessoas alegam ver junto de si seres conhecidos, familiares e amigos, também já falecidos. Estes estudos têm tido o interesse de muitos pesquisadores. Iremos iniciar uma série de artigos sobre este assunto. Não perca!

Ernesto Bozzano (1861-1943) foi um dos mais eruditos sábios dos últimos tempos. Foi um famoso escritor italiano, mundialmente conhecido pelas excelentes obras espíritas legadas ao mundo, através de suas investigações. Uma de suas pesquisas denomina-se «Fenómenos Psíquicos no Momento da Morte» e relata muitos casos confirmados e catalogados de pessoas que tiveram contacto visual com seres conhecidos, familiares, amigos, todos eles já falecidos e que viriam então “buscá-los” para a sua nova vida. Factos muito interessantes que acontecem amiúde, e que os mais desavisados facilmente consideram ser apenas uma alucinação visual, não dando a menor importância aos mesmos.
Ao longo dos próximos artigos iremos dissecar, neste espaço, algumas das nuanças existentes neste tipo de fenómenos psíquicos, no momento da morte do corpo físico.
Ensina-nos o Espiritismo (ver “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec) que as pessoas, quando o corpo físico se vai deteriorando ao ponto de não mais suportar a vida no planeta Terra, começam a desligar-se naturalmente, passo a passo, desse mesmo corpo.

«...é possível aos falecidos (chamados de desencarnados,
isto é, fora do corpo de carne) tornarem-se visíveis
perante nós encarnados, isto é, ainda no corpo de carne.»

Sendo o ser humano um espírito eterno, que tem temporariamente um corpo físico, esse ser volta um dia para o mundo espiritual, continuando aí a viver em várias cidades e organizações existentes nesse mesmo mundo espiritual, mas agora, vivendo com o corpo espiritual (denominado de perispírito), que é uma espécie de duplicação do corpo físico, só que em outro estado da matéria.
Nesse sentido, e por um processo de “condensação” molecular desse mesmo corpo espiritual, é possível aos falecidos (chamados de desencarnados, isto é, fora do corpo de carne) tornarem-se visíveis perante nós encarnados, isto é, ainda no corpo de carne. É o que acontece amiúde com pessoas que se encontram em estado de doença prolongada, e que vão assim desligando-se paulatinamente do corpo físico, estando por vezes, no momento da morte, mais “do lado de lá” do que “no lado de cá”, como é usual dizer-se. Essas pessoas, descrevem seres conhecidos já falecidos, que estão ao seu lado, amistosamente, e relatam muitas vezes suas conversas com esses mesmo seres, podendo inclusive prever com alegria o momento da morte do corpo físico.

Um caso pessoal

Recordo-me de um caso curioso que aconteceu na minha família. A minha avó materna, excelente pessoa com quem tinha muita afinidade, já bastante idosa, entrou em estado de doença. Sendo diabética, poder-se-ia no entanto dizer que a sua doença seria aquilo a que comummente se designa de velhice. Acamada, e com os extremados zelos da minha mãe, diariamente inteirava-me do seu estado de saúde. Um dia, a minha mãe, muito preocupada, veio dizer-me que a minha avó começara a delirar, isto é, que ao acordar de manhã, falava como se estivesse em outra casa, dizendo que queria ir para a sua casa (onde se encontrava acamada), e relatando com extrema felicidade que o seu marido bem como seus pais (já falecidos), estavam muito luminosos, felizes, e que estavam ali com ela. Depois, com o passar dos minutos lá se apercebia que estava em sua casa, realmente. Neófito no Espiritismo, informei a minha genitora que era muito comum isso acontecer às pessoas que estão para desencarnar (falecer), e que se fosse preparando para o desenlace pois tudo indicaria que assim acontecesse. De facto, passadas três semanas de consecutivos relatos diários de visitas dos familiares já falecidos, minha avó acabou por desencarnar em muita paz e serenidade.
No próximo artigo, continuaremos com este tema, abordando pesquisas científicas nesta área levadas a cabo pelo genial Ernesto Bozzano.

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